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MercadoIA06 de nov. de 2026, 07:45

Dropbox compra Tigris Data por US$ 350 milhões para apostar em IA

É a maior aquisição da história da Dropbox, que mira infraestrutura de armazenamento para desenvolvedores de modelos e agentes de IA. O negócio deve se concluir no quarto trimestre de 2026.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 350 milhões: o maior cheque da história da Dropbox

A Dropbox vai pagar aproximadamente US$ 350 milhões em dinheiro pela Tigris Data, startup de armazenamento em nuvem fundada em 2021 por ex-engenheiros do Uber que atuaram na infraestrutura de dados da gigante de transporte. É a maior aquisição já feita pela empresa desde sua fundação, em 2007, segundo a Crunchbase News. O acordo foi fechado em 3 de novembro e a conclusão está prevista para o quarto trimestre de 2026, sem planos de corte de pessoal, de acordo com informações divulgadas pela própria Dropbox e confirmadas pela TechCrunch.

O que a Dropbox está comprando

A Tigris Data, sediada em Sunnyvale (Califórnia), construiu uma rede de centros de armazenamento de dados distribuídos e localizados — uma arquitetura pensada para posicionar dados próximos dos usuários e dos recursos de computação, reduzindo tempo de acesso em cargas de trabalho intensivas, como as de inteligência artificial. A startup havia levantado uma rodada Série A de US$ 25 milhões em outubro de 2025, liderada pela Spark Capital, com participação de Andreessen Horowitz e Basis Set Ventures, somando cerca de US$ 31,9 milhões captados ao longo de sua trajetória. A empresa dizia crescer oito vezes ao ano desde a fundação.

Para onde vai o dinheiro: o DBX Agent Cloud

A aquisição deve sustentar o lançamento do DBX Agent Cloud, nova plataforma de armazenamento da Dropbox voltada a empresas e desenvolvedores que constroem modelos e agentes de IA. Na largada, o serviço oferecerá armazenamento de objetos compatível com o padrão Amazon S3, com planos de expandir para documentos, imagens, áudio e vídeo. Eric Webster, diretor comercial da Dropbox, resumiu a lógica do negócio: a combinação de um produto já em produção, equipe experiente e relacionamentos estabelecidos deve acelerar a entrada da empresa em infraestrutura para aplicações de IA — em vez de construir essa capacidade do zero.

Quem ganha e o que isso sinaliza

A operação marca uma virada estratégica da Dropbox, que deixa de ser apenas uma ferramenta de armazenamento compartilhado de arquivos para disputar espaço na infraestrutura de back-end que sustenta modelos e agentes de IA — um mercado dominado por nuvens como AWS, Google Cloud e Azure. Para a Tigris, a venda valida a tese de que armazenamento distribuído e de baixa latência é peça central da corrida por IA, e oferece saída robusta a investidores que haviam apostado apenas um ano antes. O movimento também reforça um padrão do setor: empresas de produtividade e colaboração comprando especialistas em infraestrutura para não dependerem exclusivamente dos grandes provedores de nuvem na disputa por clientes de IA corporativa.

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