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Mercado30 de set. de 2026, 20:48

Dupla ex-Google capta US$ 11,3 milhões para apostar em IA que empresa paga

Bonita Stewart e Jackson Georges Jr. fecharam o Fundo I da BAG Ventures com cheques de até US$ 500 mil, mirando startups de infraestrutura de IA que resolvem problema concreto — não apenas capas sobre modelos de linguagem prontos.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O número que importa: US$ 11,3 milhões

Esse é o tamanho do Fundo I da BAG Ventures, gestora de capital de risco recém-criada por dois ex-executivos do Google: Bonita Stewart, que passou 17 anos na empresa, cerca de 10 deles como vice-presidente, e Jackson Georges Jr., que também passou pela GE Healthcare e foi sócio da CapitalG, o braço de investimento em crescimento do Alphabet, dona do Google. Os cheques variam entre US$ 100 mil e US$ 500 mil, e a dupla planeja investir o restante do fundo nos próximos dois anos.

O portfólio já soma dez empresas, incluindo a SXD (software), a BizTrip (agente de viagens com IA) e a Nomadic (plataforma de raciocínio agêntico) — uma amostra da tese de investimento: infraestrutura de IA, computação, IA física/edge, segurança e SaaS vertical, com preferência por equipes técnicas que já trabalharam juntas antes, têm um produto mínimo viável rodando e pelo menos um cliente ou parceiro fechado.

Quem ganha e quem perde nessa aposta

Georges Jr. resumiu a tese central em entrevista: "se uma startup é só uma camada fina sobre uma API de modelo de fronteira, ela vai ser varrida do mapa." A dupla quer empresas "que dominem a camada de intenção e tenham retenção de cliente suficiente para sobreviver ao próximo grande lançamento de modelo" — ou seja, apostam contra quem constrói produto raso em cima de modelos de linguagem prontos, e a favor de quem resolve um problema específico que sobrevive à próxima atualização dos grandes laboratórios de IA.

A régua declarada para convencer clientes corporativos também mudou: "empresas estão de olho pesado na economia unitária agora... não estão mais pagando por chatbots de ponta aberta; estão pagando por soluções determinísticas." Na prática, o fundo aposta que o dinheiro fácil da euforia generativa já passou, e que o próximo ciclo de captação recompensa quem entrega resultado mensurável, não demonstração bonita.

Ambos os fundadores também lideram, paralelamente, o BAG Collective, sindicato de investidores-anjo com mais de 450 membros — uma rede que vira ativo extra de abertura de portas para as startups do fundo.

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