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Mercado03 de ago. de 2026, 00:42Atualizada em 08 de ago. de 2026, 01:55

Duppla levanta US$ 60 milhões para destravar casa própria na Colômbia

Proptech fundada em 2022 fechou rodada de dívida e equity liderada por fundo da Patria Investments — a primeira aposta de venture capital da gestora no país.

Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana

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A Duppla, fintech imobiliária colombiana fundada em 2022, levantou US$ 60 milhões em uma rodada que combina dívida e equity para escalar seu modelo de financiamento alternativo de moradia. O aporte, fechado no fim de julho de 2026, foi liderado por um fundo gerido pela brasileira Patria Investments — naquela que é descrita como a primeira aposta de venture capital da gestora na Colômbia — com participação de Skandia Planeación Financiera, Cometa, Grupo Pegasus, Nazca e outros investidores locais e internacionais.

Como funciona o modelo

A Duppla oferece um caminho alternativo à casa própria para famílias que não conseguem se qualificar para o crédito hipotecário tradicional por terem renda informal ou pouca poupança — realidade de boa parte da população colombiana. A startup compra o imóvel escolhido pelo cliente, aluga a casa para a família e dá até cinco anos para que ela conclua a compra. A entrada no programa parte de 15% do valor do imóvel.

Desde a fundação, a empresa já ajudou mais de 300 famílias a comprar imóveis em Bogotá e municípios vizinhos.

Destino dos recursos

O novo capital vai ampliar a capacidade de financiamento da Duppla, expandir sua plataforma de investimento residencial e bancar a expansão para outras cidades da Colômbia, começando por Medellín.

Por que importa

A operação chama atenção por dois motivos. O primeiro é o selo da Patria, uma das maiores gestoras de ativos alternativos da América Latina, estreando em venture capital na Colômbia justamente em um negócio de impacto habitacional. O segundo é o formato: rodadas que misturam equity e dívida vêm se tornando o padrão para startups latino-americanas cujo modelo exige balanço robusto — como comprar imóveis — em um ambiente em que o capital de risco puro segue seletivo na região.

O anúncio coroou uma semana movimentada para o venture capital latino-americano: segundo levantamento da Techloy, startups da região levantaram US$ 138,3 milhões em rodadas divulgadas na semana encerrada no início de agosto, com fintechs e software empresarial na liderança.

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