
EA FC 27 chega dia 25 com Botafogo e Bahia licenciados após mais de dez anos
Depois de uma década de elencos genéricos, clubes brasileiros voltam de verdade ao game da EA — e as mudanças de jogabilidade prometem mexer com o cenário competitivo local.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
O fim dos elencos fake
Quem joga futebol virtual no Brasil conhece a dor: abrir o game, escolher seu time do coração e encontrar onze nomes genéricos. Essa novela começa a acabar. O EA Sports FC 27, que chega ao mundo em 25 de setembro — com acesso antecipado a partir do dia 18 —, confirma Botafogo e Bahia com jogadores licenciados no jogo principal. É a primeira vez em mais de dez anos que clubes brasileiros aparecem assim na franquia: a última tinha sido no FIFA 16, lançado em 2015.
Por que demorou tanto? Diferente de outros países, onde a produtora negocia direto com ligas e federações, no Brasil cada atleta precisa autorizar individualmente o uso da própria imagem. É uma teia de dezenas de negociações pra colocar um único clube no game — e é exatamente essa barreira que Botafogo e Bahia conseguiram furar. O movimento vem na esteira do acordo entre CBF e EA que já tinha devolvido a Seleção Brasileira ao jogo, anunciado em maio na gamescom latam, em São Paulo.
Foto: reprodução/techtudo.com.br
O que muda no controle
Pro competitivo, a novidade mais importante não é estética. O EA FC 27 reduz a automação da inteligência artificial e valoriza a defesa manual, além de refazer completamente os escanteios, com o jogador controlando o posicionamento dos atacantes. Traduzindo: menos piloto automático, mais leitura de jogo. Em cenário de e-sports, isso separa o jogador técnico do apertador de botão — e o Brasil tem tradição de sobra na base técnica.
O game também aposenta o antigo modo Clubs e coloca no lugar o "The Grounds", espaço aberto com desafios e interação entre jogadores, que pode virar um ambiente competitivo e social relevante. O título sai para PlayStation 4 e 5, Xbox One e Series X|S, PC, Switch e Switch 2.
A leitura do fã
Vamos combinar: brasileiro sustenta essa franquia há décadas pagando caro em edição especial e Ultimate Team. Ver clube daqui tratado como protagonista, e não como pendura, é o mínimo que essa comunidade merece. Se a presença de Botafogo e Bahia abrir a porteira pros demais clubes da Série A, o futebol virtual brasileiro — que já lota finais de eLibertadores — ganha combustível novo pra formar cenário, audiência e atleta. A bola, agora, está com a EA e com os outros clubes.