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Ciência12 de ago. de 2026, 11:11Atualizada em 15 de ago. de 2026, 03:43

Eclipse solar total escurece a Europa; Brasil só verá um igual em 2045

Um eclipse solar total transformou dia em noite na Espanha e na Islândia nesta quarta-feira (12/8), o primeiro visível do continente europeu desde 1999. No Brasil, a totalidade só volta em 2045, mas o país já tem datas confirmadas para eclipses anular e parcial antes disso.

Por Letícia Prado · Repórter de Ciência

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Pra escala humana

Pra escala humana: por poucos minutos nesta quarta-feira (12/8), a Lua tapou o Sol por completo sobre um corredor que vai da Islândia à Espanha, e o dia virou noite para quem estava embaixo da sombra. Segundo a NASA e o observatório europeu ESA, é o primeiro eclipse solar total a cruzar o continente europeu desde 1999 — 27 anos de espera.

O que é fato confirmado

Foto: reprodução/olhardigital.com.br

O fenômeno começou no Oceano Pacífico e teve sua trajetória de totalidade passando pela costa oeste da Islândia, pelo norte da Espanha (cidades como Bilbao, A Coruña, Zaragoza e Palma) e por uma pequena faixa de Portugal, conforme mapas da NASA e do observatório NSO (National Solar Observatory). Madrid e Barcelona ficaram de fora da faixa de totalidade, vendo apenas o eclipse parcial.

O pico da totalidade em Reykjavik, na Islândia, ocorreu por volta de 14h48 no horário de Brasília, chegando à Espanha minutos depois. A duração máxima do breu foi de 2 minutos e 18 segundos no ponto central da trajetória. De acordo com a NASA, cerca de 15 milhões de pessoas estavam dentro da área de totalidade, enquanto aproximadamente 980 milhões — quase 1 em cada 8 habitantes do planeta — puderam ver o Sol ao menos parcialmente encoberto.

E o Brasil?

Aqui a informação é factual, não previsão de boato: o Brasil não estava na rota deste eclipse e, segundo dados do site especializado Time and Date, só vai presenciar um eclipse solar total de novo em 12 de agosto de 2045 — data com trajetória prevista passando principalmente pelo Norte e Nordeste, com capitais como Belém (PA), São Luís (MA), João Pessoa (PB) e Recife (PE) dentro da faixa de totalidade.

Antes disso, porém, o país tem espetáculos menores confirmados no calendário astronômico. Em 6 de fevereiro de 2027, um eclipse anular formará o chamado "anel de fogo" no céu, com a faixa de visibilidade cruzando parte do território brasileiro. Já em 2 de agosto de 2027, é a vez de um eclipse parcial ser observado por aqui.

Por que isso importa

Eclipses totais não são apenas espetáculo visual: para astrônomos, são janelas raras de observação da coroa solar, a camada externa do Sol normalmente ofuscada pelo brilho do disco solar. É nesses poucos minutos de sombra que cientistas conseguem estudar esse plasma de milhões de graus a olho nu ou com instrumentos terrestres — sem precisar de satélites especializados.

Para o público em geral, fica o registro: quem quiser ver a Lua apagar o Sol por completo em solo brasileiro vai precisar esperar quase duas décadas. Até lá, os eclipses parcial e anular já marcados servem de aperitivo — e de motivo para tirar os óculos de eclipse do armário.


Atualização (15/08, 03:43): O fenômeno de 12 de agosto cruzou o Ártico, a Islândia, a Espanha e Portugal, com até 2 minutos e 18 segundos de totalidade — e reacende debate sobre quando o Brasil verá o próximo.

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