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Games15 de ago. de 2026, 16:58

GTA 6: Quase ninguém quer uma das versões do jogo

A Ultimate Edition de GTA 6, vendida por US$ 100 (R$ 550 no Brasil), responde por cerca de 90% das pré-vendas do jogo, segundo levantamento da Sensor Tower — um índice muito acima da média histórica de 10% a 20% para edições premium.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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Se você está torcendo para conseguir GTA 6 pagando o preço "normal", saiba que você é minoria. Segundo levantamento da Sensor Tower, entre 89% e 90% das pré-vendas do jogo são da Ultimate Edition, a versão mais cara, vendida por US$ 100 — o equivalente a R$ 550 no Brasil, cerca de R$ 100 a mais que a edição padrão (US$ 80, ou menos).

Quem deu os números foi Karl Kontus, SVP e diretor geral de Video Game Insights da Sensor Tower, em declaração à imprensa especializada nesta semana. E ele não escondeu a surpresa: "Nunca vi uma participação premium de 90% antes", disse. Para efeito de comparação, o normal do mercado é a edição premium ficar entre 10% e 20% das vendas — mesmo quando a taxa é considerada ótima pela indústria, ela costuma bater os 50%. GTA 6 estourou esse teto.

Foto: reprodução/shacknews.com

Números que impressionam (e preocupam o bolso)

A Sensor Tower estima que o jogo já soma 4,3 milhões de unidades vendidas em pré-venda, com 77% das compras no PlayStation e 23% no Xbox — embora, proporcionalmente, o público Xbox esteja ainda mais disposto a pagar a mais: 90% de adesão à Ultimate Edition no console da Microsoft, contra 88,5% no PlayStation. Se a curva se mantiver, a projeção do analista é de até 25 milhões de pré-vendas totais, o que renderia cerca de US$ 2 bilhões só nessa fase — mais que o triplo das 8 milhões de pré-vendas que o hype de Cyberpunk 2077 registrou em seu lançamento.

Por que isso deveria te deixar de pé atrás

Vale um alerta de consumidor aqui: números de pré-venda tendem a inflar a fatia da edição cara, porque quem compra um jogo com meses de antecedência costuma ser o fã mais dedicado — aquele disposto a pagar por qualquer conteúdo extra, seja ele essencial ou cosmético. A expectativa do próprio Kontus é que essa proporção caia conforme o público mais casual entrar na jogada perto do lançamento, ainda que continue bem acima da média histórica do setor.

Na prática, isso é uma pista e tanto de que a Rockstar e a Take-Two — cujo CEO, Strauss Zelnick, já defendeu publicamente o modelo de precificação da empresa — têm margem para calibrar (e provavelmente vão calibrar) os preços de conteúdos futuros com base nessa disposição de pagar mais. Antes de cair na pré-venda por impulso, vale parar e comparar o que cada edição realmente entrega — outfits, veículos e áreas exclusivas podem não valer R$ 100 extras para todo mundo.

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