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Games26 de ago. de 2026, 23:14

Elden Ring no Switch 2: vale a pena trocar 60fps por portabilidade?

A versão Tarnished Edition para o híbrido da Nintendo entrega o jogo completo com Shadow of the Erdtree, mas trava em 30fps e sofre quedas de desempenho nos momentos mais pesados.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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O Elden Ring que cabe na sua mochila

Depois de atraso em cima de atraso, Elden Ring: Tarnished Edition chega ao Nintendo Switch 2 em 28 de agosto trazendo o pacote completo: jogo base mais a expansão Shadow of the Erdtree. E a pergunta que todo fã tá se fazendo é a mesma de sempre quando um jogo pesado desembarca num console híbrido: dá pra jogar de verdade ou é só um port de compromisso?

Os números que importam

Foto: reprodução/theverge.com

A resposta é nuançada. O jogo roda a 30fps tanto no modo TV quanto no portátil, com resolução de até 4K upscalado quando acoplado e 1080p na tela do próprio console. Até aí, dentro do esperado pra um hardware bem mais modesto que PS5 e Series X. O problema é que a review aponta quedas de desempenho notáveis nos momentos de maior carga, além de pop-in de cenário, aliasing incômodo e falhas pontuais de iluminação.

A comparação direta com as versões de 60fps é inevitável, e o veredito é honesto: 30fps é um passo perceptível pra trás em fluidez e resposta de comando, especialmente num jogo que pune erro de timing como Elden Ring. Curiosamente, o modo portátil parece se sair um pouco mais consistente que o modo TV.

Vale o dinheiro?

Aqui é onde entra a perspectiva de quem já pagou por esse jogo duas ou três vezes em outras plataformas: se você nunca jogou Elden Ring, ter a experiência inteira — mundo aberto, DLC, tudo — rodando no colo, no ônibus, na cama, é um baita argumento de venda. Mas se você já tem uma Series X ou PS5 rodando a 60fps, essa versão não substitui a "definitiva", é um complemento pra mobilidade.

O lançamento também serve de termômetro pro que vem por aí: a FromSoftware confirmou que The Duskbloods, exclusivo do Switch 2, ainda está previsto pra 2026. Se a limpeza técnica que a desenvolvedora fez em Elden Ring até aqui for indicativo, há motivo pra otimismo — mas também um lembrete de que rodar jogos desse porte em hardware portátil ainda exige concessões reais, e o consumidor merece saber disso antes de comprar.

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