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Mercado10 de set. de 2026, 21:29

Elétrico mais barato no Brasil cai de R$ 235 mil para R$ 176 mil em 2026

O teto de preço para entrar no top 10 de elétricos mais acessíveis do país despencou em pouco mais de um ano, puxado por chinesas como BYD, Geely e GAC Aion. Consumidor ganha opções abaixo de R$ 120 mil.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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R$ 176 mil é o novo teto — e isso muda o jogo

Em 2025, para fechar entre os dez carros elétricos mais baratos do Brasil, era preciso desembolsar até R$ 235 mil. Em 2026, esse teto caiu para R$ 176 mil — uma queda de quase R$ 60 mil em pouco mais de um ano. O motor dessa compressão de preços tem nome: chegada em massa de fabricantes chineses disputando o mesmo pedaço de mercado, forçando toda a tabela para baixo.

Quem lidera a lista

Foto: reprodução/autopapo.com.br

No topo, o BYD Dolphin Mini aparece como o elétrico mais barato do país, com preço de tabela de R$ 119.990. A BYD (Build Your Dreams), gigante chinesa que hoje é uma das maiores fabricantes de veículos elétricos e híbridos do mundo, também emplaca o Dolphin na quinta posição, a R$ 149.990.

Logo atrás do Dolphin Mini vem o Geely EX2, da também chinesa Geely, por R$ 123.800, seguido pelo MG4 Urban, da MG (marca britânica hoje sob controle do grupo chinês SAIC), a R$ 129.990. Completa a primeira metade da lista o GAC Aion UT, de R$ 139.990 — a GAC Aion é a divisão de elétricos da estatal chinesa GAC Group.

Na segunda metade do ranking aparecem o Chevrolet Spark EUV (R$ 154.990), os dois modelos da GWM (Great Wall Motors, outra fabricante chinesa, dona também da marca de picapes Poer) — Ora 5, a R$ 163.990, e Ora 03, a R$ 169.000 — além do GAC Aion ES (R$ 170.990) e do GAC Aion Y, que fecha a lista e também o teto de preço, a R$ 175.990.

Quem ganha e quem perde

Quem ganha é o consumidor: pela primeira vez, um carro elétrico — o Dolphin Mini — figurou entre os mais vendidos do varejo nacional em meses recentes, sinal de que o corte de preços já se traduz em emplacamentos. A pressão competitiva também empurrou marcas estabelecidas, como a Chevrolet, a reagir com o Spark EUV para não ficar fora do páreo.

Quem perde é qualquer fabricante que ainda dependia de margens gordas em elétricos de entrada. Com múltiplos modelos chineses abaixo de R$ 140 mil, ficou mais difícil justificar preços na casa dos R$ 200 mil para carros de porte semelhante — e a tendência, com mais concorrentes batendo à porta do mercado brasileiro, é de a régua continuar caindo.

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