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Mercado30 de set. de 2026, 01:32

EliseAI capta US$ 350 milhões e dobra valuation para US$ 4 bi

Startup de IA para operações de imobiliárias e clínicas de saúde levanta rodada liderada por a16z e Bessemer, um ano após rodada anterior que a avaliava em US$ 2 bilhões.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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Rodada de US$ 350 milhões dobra o valor da EliseAI em 13 meses

A EliseAI, startup que usa inteligência artificial para automatizar tarefas administrativas de imobiliárias e clínicas de saúde, acaba de captar US$ 350 milhões em uma rodada que eleva sua avaliação para US$ 4 bilhões — o dobro do valuation de US$ 2 bilhões que a empresa tinha há pouco mais de um ano, na Series E de agosto de 2025.

O aporte foi liderado pela a16z (Andreessen Horowitz), gestora de venture capital do Vale do Silício que aposta pesado em inteligência artificial, e pela Bessemer Venture Partners, também investidora de peso em tecnologia. Segundo a TechCrunch, é a quarta rodada em que as duas gestoras investem na EliseAI desde 2023 — não é aposta nova, é dobrar a ficha. Participaram ainda a Ontario Teachers' Pension Plan, a Sapphire Ventures e a Navitas Capital.

O ritmo de crescimento explica o apetite dos investidores: a EliseAI informou ter superado US$ 200 milhões em receita recorrente anual (ARR) em junho de 2026, depois de cinco anos consecutivos dobrando a receita ano a ano. A plataforma da empresa já é usada por 1 em cada 6 apartamentos nos Estados Unidos, e mais de 30 milhões de americanos já interagiram com seus assistentes de IA desde a fundação da startup.

No setor imobiliário, a EliseAI automatiza processos como locação, manutenção e renovação de contratos. No setor de saúde, o foco é a papelada de grupos médicos especializados — área em que a empresa lançou recentemente o Apollo, assistente de IA integrado à sua plataforma.

Com o novo dinheiro em caixa, a companhia, sediada em Nova York e fundada por Minna Song, planeja expandir as equipes de engenharia, implantação e vendas na América do Norte e abrir um segundo polo de engenharia em San Francisco.

O caso da EliseAI segue um padrão que já se repete no mercado de IA aplicada (o chamado "vertical AI"): startups que resolvem um problema operacional específico vêm atraindo cheques cada vez maiores e valuations que dobram em questão de meses, à medida que fundos como a16z e Bessemer correm para não ficar de fora de apostas com receita recorrente já comprovada.

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