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Mercado06 de nov. de 2026, 07:46

EloElo recebe US$ 80 mi da NBCUniversal e mira microdramas na Índia

A indiana EloElo, dono do app de séries curtas StoryTV, fechou uma Série C de US$ 80 milhões com a NBCUniversal entre os líderes e chegou a US$ 500 milhões de valuation. O dinheiro vai para produção própria, IA e expansão internacional.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 80 milhões para apostar em dramas de celular

A EloElo Group, startup indiana dona do app de microdramas StoryTV, levantou uma Série C de US$ 80 milhões coliderada pela Hornbill Capital e pela NBCUniversal, a gigante de mídia e entretenimento dos EUA controlada pela Comcast e dona de estúdios como Universal Pictures. A rodada também teve a MIT Investment Co. e elevou a valuation da companhia para US$ 500 milhões, com o total captado desde a fundação, em 2020, chegando a US$ 130 milhões.

Quem já estava na mesa

Foto: reprodução/variety.com

Além dos novos aportes, repetiram o cheque investidores que já apoiavam a empresa: Play Ventures, Kalaari Capital, Waterbridge Ventures e Griffin Gaming Partners. A EloElo foi fundada pelo CEO Saurabh Pandey, ex-executivo do Flipkart, e hoje emprega cerca de 240 pessoas.

O produto: StoryTV e o apetite por série curta vertical

O StoryTV, app de microdramas (séries em formato vertical, episódios curtos, pensadas para consumo no celular) da EloElo, tem catálogo de mais de 5.000 títulos em seis idiomas. Segundo dados da Sensor Tower citados pela TechCrunch, o StoryTV soma 33 milhões de usuários mensais ativos — e o conjunto de apps da EloElo chega a 40 milhões de usuários por mês.

Foto: reprodução/1027wbow.com

Quem ganha: o mercado de microdrama indiano

O timing da rodada acompanha a curva de crescimento do formato na Índia. A TechCrunch aponta 118 milhões de usuários assistindo microdramas mensalmente no país, com projeção de receita anual entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões até 2030. Dados citados por outras publicações do setor reforçam a tese: a consultoria Redseer estima que 40 milhões de indianos fizeram ao menos uma compra de microdrama no ano fiscal de 2026, enquanto a Lumikai projeta o mercado local em US$ 4,5 bilhões até 2030. Concorrentes como Kuku TV e Quick TV também aparecem entre os apps mais baixados da categoria em 2025.

Para onde vai o dinheiro — e quem perde

A EloElo diz que vai usar o aporte para produzir mais títulos originais, reforçar o time de IA e machine learning aplicado à produção de conteúdo, e levar o catálogo de microdramas para fora da Índia, incluindo os Estados Unidos. Pandey resume a tese por trás do cheque: o próximo bilhão de usuários de mídia não vai crescer assistindo televisão, mas conteúdo no celular. Quem sai na frente é a própria EloElo, que amplia caixa e endosso de um player global de mídia num mercado ainda fragmentado; quem fica pressionado são os concorrentes locais e as plataformas de streaming tradicionais, que disputam a mesma atenção — e o mesmo tempo de tela — do público indiano.

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