
Emulador de Switch roda nativo em PS5 com jailbreak e bate 60 FPS
ProsperoEden, baseado no emulador Eden, faz jogos de Nintendo Switch rodarem direto num PlayStation 5 modificado, sem precisar instalar Linux. Projeto ainda está em fase alfa.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
O que aconteceu
Um grupo de desenvolvedores criou o ProsperoEden, um emulador experimental que roda jogos de Nintendo Switch nativamente dentro de um PlayStation 5 com jailbreak. Nada de instalar Linux ou outro sistema operacional por cima: o projeto usa direto o ambiente homebrew do próprio console da Sony.
De onde vem esse emulador
Foto: reprodução/arkade.com.br
O ProsperoEden é baseado no Eden, emulador de código aberto que nasceu como um fork do Yuzu em meados de 2025. Vale lembrar por que isso importa: o Yuzu foi encerrado em março de 2024 depois que seus criadores fecharam acordo com a Nintendo, pagando US$ 2,4 milhões e destruindo todo o código, sob acusação de violar direitos autorais e sistemas de segurança do console. O time do Eden reescreveu partes críticas do software, numa tentativa de se distanciar tecnicamente — e juridicamente — do antecessor.
O desempenho, na prática
Nos testes divulgados, Cuphead rodou a 60 FPS, enquanto Metroid Dread chegou a cerca de 40 FPS. Super Mario 3D World também apareceu como jogável em trechos testados, junto com Mario Kart 8 Deluxe, Hollow Knight, Horizon Chase Turbo, Mario vs. Donkey Kong e Pokémon Legends Z-A — com compatibilidade e desempenho variando bastante de um título para outro. O emulador já suporta controle DualSense, sistema de salvamento e um overlay de performance, além de alternar entre os modos dock e portátil do Switch. Por enquanto, funciona só em OpenGL, sem suporte a Vulkan.
Por que isso não é pra qualquer um
O ProsperoEden exige um PS5 com jailbreak — ou seja, um console modificado, fora da garantia e fora do que a Sony autoriza — e cópias originais dos jogos de Switch, extraídas pelo próprio usuário. O projeto segue em fase alfa, e os testes não cobriram partidas completas: é possível que alguns dos jogos citados travem ou não sejam jogáveis do início ao fim. Para quem acompanha a cena de emulação, o recado é o de sempre: tecnicamente impressionante, mas ainda distante de virar produto de prateleira, e cercado pelas mesmas questões jurídicas que já tiraram o Yuzu do ar.