
Emuladores SeedlessDS e WatermelonDS tentam preencher vácuo do DraStic
O desenvolvedor Sapphire Rhonodite atualizou os emuladores de Nintendo DS SeedlessDS e WatermelonDS, trazendo melhorias de interface, suporte a RetroAchievements e renderização em Vulkan para quem ficou órfão do DraStic.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
Quem joga DS no Android sabe da dor
Se você curte relembrar os clássicos de Nintendo DS no celular, provavelmente sentiu o baque quando o DraStic sumiu da Google Play Store no ano passado. O app continua existindo por fora da loja, mas sem atualização oficial e sem aquela conveniência de baixar, instalar e jogar sem complicação. Pois bem: a comunidade de emulação não ficou parada, e é aí que entram dois projetos do mesmo criador, Sapphire Rhonodite, prometendo tapar esse buraco.
Dois emuladores, dois públicos
O desenvolvedor mantém o WatermelonDS e o SeedlessDS, que embora tenham nomes parecidos (e não é coincidência — SeedlessDS é literalmente a versão "sem sementes" da melancia), atendem propostas diferentes. O WatermelonDS é um fork do melonDS, motor conhecido pela precisão na emulação, voltado para quem quer a experiência mais robusta possível em aparelhos Android mais potentes. Já o SeedlessDS foi construído em cima do núcleo do próprio DraStic e mira o outro extremo: celulares e handhelds mais fracos, que não aguentam o peso do melonDS.
O que mudou nas atualizações recentes
O WatermelonDS chegou à versão 0.7.0 com interface redesenhada, melhorias na tela de seleção de ROMs, integração mais estável com o RetroAchievements — pra quem gosta de caçar conquistas em jogos retrô — e suporte experimental ao Vulkan FastPath, um caminho de renderização que promete mais performance, mas que o próprio desenvolvedor já avisa: ainda é bastante instável e recomendado só para quem gosta de testar coisa nova. Do lado do SeedlessDS, o foco foi em deixar o app ainda mais leve, com opções de controle, save states e cheats, além de uma versão para Linux que está nos planos.
Por que isso importa pra quem joga
Não é exagero dizer que o fim do suporte ao DraStic deixou um vazio real. Ele era, por anos, a referência de emulação de DS em Android por rodar bem até em aparelhos mais simples. Ter dois projetos ativos, com atualizações frequentes e gratuitos, é uma boa notícia pra quem não quer depender de um app abandonado ou de gambiarras para instalar um APK fora da loja. Vale lembrar: emular jogos é legal, mas a cópia dos ROMs precisa vir de mídia física que você já possui — baixar jogo pirata da internet continua sendo crime. Se você tem aqueles cartuchos de DS largados na gaveta, agora tem motivo de sobra pra dar uma segunda vida a eles.