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GadgetsGames02 de set. de 2026, 17:14

Esses gadgets USB-C salvam seus saves de Game Boy e SNES antes que a bateria morra

A linha Epilogue GB Operator e SN Operator transforma cartuchos antigos de Game Boy e SNES em jogos rodáveis no PC, resolvendo de vez o pesadelo dos saves apagados pela bateria de relógio dos cartuchos.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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O inimigo invisível de quem guardou os cartuchos da infância

Quem cresceu jogando Pokémon no Game Boy ou Chrono Trigger no Super Nintendo carrega um medo silencioso: a bateria de relógio (tipo CR2032) que mantém viva a memória SRAM dentro do cartucho, responsável por guardar o save. Essas pilhas costumam durar de 15 a 20 anos quando são de boa qualidade, mas a essa altura muitas já passaram do prazo — e o problema é que, assim que a bateria morre, o circuito de energia da SRAM se rompe e o save some instantaneamente, sem aviso.

Entra a Epilogue, empresa romena por trás da linha Operator

A solução vem de dois acessórios plugáveis via USB-C: o GB Operator (US$ 50), voltado para cartuchos de Game Boy, Game Boy Color e Game Boy Advance, e o SN Operator (US$ 60), feito para cartuchos de SNES. Ambos permitem ler o cartucho físico direto no PC ou Mac, extrair o ROM e, principalmente, fazer backup do save antes de qualquer manutenção — como trocar a bateria interna do cartucho sem perder o progresso acumulado há décadas. O software da Epilogue ainda permite restaurar o save depois da troca, fechando o ciclo de preservação.

No caso do Game Boy, os jogos rodam sob o emulador de código aberto mGBA, com fidelidade elogiada pela crítica internacional. Já o SN Operator carrega a ROM direto do cartucho — o que significa que ele não é compatível com flash carts como o EverDrive, e por ora também não suporta o acessório Super Game Boy, limitação que a fabricante promete corrigir em atualização futura.

Vale o preço no Brasil?

Nenhum dos dois produtos tem venda oficial no país, e a importação — via sites internacionais com frete e impostos — costuma dobrar o valor final em relação ao preço de tabela em dólar. Ainda assim, para o colecionador brasileiro que guarda uma pilha de cartuchos empoeirados com saves de RPG que levaram 80 horas para zerar, o argumento é forte: perder aquele save por causa de uma pilha de R$ 5 é uma tragédia evitável. O nicho de retrogaming no Brasil é aquecido, com boa presença em feiras e grupos especializados, o que sugere demanda real — falta só um distribuidor local disposto a trazer a linha Operator com preço e suporte justos para o consumidor brasileiro.

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