
Estúdios já falam em "medidas drásticas" contra a Sony pelo fim dos discos
Na gamescom 2026, desenvolvedoras terceirizadas desabafaram sobre o fim da mídia física no PlayStation marcado para 2028. Insider Nash Weedle diz que a pressão já mexeu com o marketing da Sony — enquanto jogadores seguem em pé de guerra contra o "tudo digital".
Por Théo Ramos · Repórter de Games
Se você ainda guarda uma estante de caixinhas de PS5, prepare-se: a partir de janeiro de 2028 elas vão virar peça de museu. E, pelo visto, quem também não está nada feliz com isso são os próprios estúdios que fazem os jogos.
De acordo com reportagem do Canaltech, a gamescom 2026 virou palco de desabafos nos bastidores. Estúdios terceirizados — aqueles que não pertencem à Sony, mas lançam jogos no PlayStation — estariam revoltados com o fim da mídia física, a ponto de cogitarem "medidas drásticas".
O que a Sony realmente anunciou
Foto: reprodução/gamerant.com
Em julho de 2026, a Sony confirmou em comunicado oficial no PlayStation Blog que, a partir de 1º de janeiro de 2028, todo jogo novo lançado para PS4 e PS5 sairá apenas em formato digital. Jogos já disponíveis fisicamente antes disso não são afetados. A justificativa oficial foi a "mudança nas preferências do consumidor".
O rumor de bastidor
O insider Nash Weedle publicou que passou a receber relatos do backstage da gamescom dizendo que, apesar da Sony tentar manter a pose de controle, a reação do público gerou reações internas controversas dentro da companhia. Segundo Weedle, o impacto já apareceu no marketing: a Sony estaria revendo sua comunicação, e alguns estúdios terceirizados passaram a evitar associar suas marcas à PlayStation. É importante reforçar: isso vem de um insider, sem confirmação oficial da Sony.
O jornalista John Linneman, do canal técnico Digital Foundry, também comentou o assunto durante a gamescom, resumindo o sentimento da indústria: existe "muito ressentimento" com a decisão, e estúdios menores já sinalizam buscar alternativas como o Switch 2, da Nintendo — que dependem mais da receita de cópias físicas do que as grandes publishers. Nem todos discordam: Take-Two e Capcom apoiam publicamente a ida 100% digital, mas parecem minoria.
E o jogador, fica com o quê?
Desde o anúncio, a comunidade gamer vem organizando petições e um "blackout" simbólico do PlayStation em agosto de 2026. O argumento de fundo é sobre propriedade: um jogo digital é uma licença que pode ser revogada pela plataforma, diferente de uma mídia física. Fontes ligadas à Sony negaram qualquer mudança de estratégia discutida durante a gamescom, reafirmando que o plano segue de pé para 2028.