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SegurançaMercado21 de out. de 2026, 14:32Atualizada em 22 de out. de 2026, 13:09

EUA banem IA chinesa DeepSeek de órgãos federais por risco de espionagem

O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) determinou a remoção da DeepSeek, startup chinesa de IA rival do ChatGPT, de todos os sistemas de agências civis federais, citando risco de vazamento de dados e malware. A proibição vale também para produtos de terceiros que usem o modelo chinês.

Por Denise Sampaio · Repórter de Segurança

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O que aconteceu

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, sigla em inglês para Homeland Security) determinou a remoção da DeepSeek, startup chinesa de inteligência artificial rival do ChatGPT, de todos os sistemas das agências governamentais civis federais do país. A decisão também proíbe a aquisição de produtos e serviços de outras empresas que usem o modelo chinês, incluindo ferramentas desenvolvidas pelas próprias agências com base na tecnologia da DeepSeek.

Segundo reportagem do Canaltech, o memorando que formaliza a proibição foi assinado em julho, mas só foi tornado público em 19 de outubro. O documento afirma que os modelos da DeepSeek representam "múltiplos vetores de ameaça" à segurança nacional americana.

Quais riscos foram apontados

De acordo com o aviso oficial do DHS, os principais riscos identificados são:

  • Transferência não autorizada de dados confidenciais para a República Popular da China, caso o uso seja feito por funcionários ou fornecedores do governo americano;
  • Geração de informações de inteligência sobre cidadãos norte-americanos e órgãos do governo, a partir do uso da ferramenta;
  • Possível presença de malware ou outras vulnerabilidades de segurança nos próprios modelos da DeepSeek.

A embaixada da China em Washington não havia se manifestado sobre a medida até a publicação das reportagens.

Quem é afetado

A proibição alcança todas as agências governamentais civis federais dos EUA, funcionários públicos federais e prestadores de serviços que trabalham com o governo americano. O alcance é amplo: não se limita ao uso direto do aplicativo ou site da DeepSeek, mas também veta produtos e serviços de terceiros construídos sobre o modelo chinês, mesmo quando a marca DeepSeek não aparece diretamente ao usuário final.

O que fazer agora

Para empresas e desenvolvedores que integram ou revendem soluções baseadas em modelos da DeepSeek, especialmente os que prestam serviço a órgãos públicos, alguns pontos merecem atenção imediata:

  • Mapear se algum produto ou serviço oferecido a clientes do setor público americano usa, direta ou indiretamente, modelos da DeepSeek;
  • Verificar contratos de fornecimento ao governo dos EUA quanto a cláusulas de conformidade com restrições a tecnologia chinesa;
  • Para usuários comuns, avaliar com cautela o uso de aplicativos de IA que não deixam claro qual modelo roda por trás do serviço, sobretudo ao compartilhar dados sensíveis;
  • Acompanhar se o movimento do DHS se estende a outras frentes regulatórias nos EUA, como uma votação marcada pela FCC (agência reguladora de telecomunicações americana) para o fim de outubro sobre testes de equipamentos em laboratórios chineses.

A medida se soma a um histórico de restrições dos EUA a tecnologias chinesas por preocupações de segurança nacional, e reforça a tendência de escrutínio sobre onde e como modelos de IA processam dados sensíveis.


Atualização (22/10, 13:09): A DeepSeek fechou uma rodada de cerca de US$ 15 bilhões liderada por Tencent e CATL, apenas dois dias depois de Washington ordenar a remoção da tecnologia da chinesa dos sistemas de agências federais civis por risco à segurança nacional.

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