
Eufy MindBase: Anker aposta em IA local para vigiar sua casa
A Anker apresentou o MindBase, hub que promete processar imagens de câmeras de segurança com um LLM próprio rodando no próprio aparelho. Preço e data de venda ainda não foram revelados.
Por Marina Sato · Repórter de IA
Um chip de 26 TOPS para processar vídeo em casa
A Anker — fabricante de eletrônicos de consumo dona da marca de segurança residencial eufy — anunciou o MindBase, hub que roda um modelo de linguagem (LLM) desenvolvido pela própria empresa direto no dispositivo. Segundo a Anker, o processamento de vídeo das câmeras acontece localmente, sem enviar imagens para a nuvem. O coração do sistema é um chip de 26 TOPS dedicado à análise de vídeo em tempo real, batizado de TrueSmart Agent, que identifica ameaças e pode disparar respostas automáticas, como acender luzes ou emitir avisos sonoros.
Armazenamento e função de NAS
Foto: reprodução/howtogeek.com
O MindBase funciona também como um NAS doméstico: traz 64GB de armazenamento flash interno e suporta até 48TB adicionais em HDs externos. A Anker diz que não é preciso pagar assinatura para guardar as gravações, diferença em relação a boa parte do mercado de câmeras de segurança, que costuma cobrar mensalidade por armazenamento em nuvem.
Hub Matter e integração com outros ecossistemas
O dispositivo é um controlador Matter 1.5 e promete suportar mais de 40 categorias de dispositivos compatíveis com o padrão, incluindo luzes, sensores e sistemas de climatização. Também deve funcionar com Apple HomeKit Secure Video, Amazon Alexa, Google Home e Home Assistant. Para conectividade, o MindBase reúne Wi-Fi dual-band, Bluetooth, Thread e Zigbee.
Primeiro produto: um kit de segurança
O lançamento inicial será o Anker MindBase Security Kit, que combina o hub com a câmera TrackLight Cam S1, a nova campainha Video Doorbell S4, um Smart Security Shield e sensores de porta e movimento. A Anker ainda não informou preço nem data de disponibilidade do kit.
O que ainda falta responder
A Anker garante que "nenhum dado pessoal é enviado à nuvem", mas não detalhou exatamente quais informações ficam retidas só no dispositivo, por quanto tempo, nem se há algum tipo de telemetria de diagnóstico saindo de casa. Também não há, até agora, auditoria independente que confirme o processamento 100% local do LLM, nem detalhes sobre como os dados dos sensores de terceiros via Matter são tratados dentro do hub. Preço, data de venda e disponibilidade por região seguem em aberto.