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Mercado06 de nov. de 2026, 07:45

Ex-agente do Secret Service que converteu hacker capta 2º fundo de US$ 250 mi

Stephen Ward, fundador da gestora de venture capital Brightmind Partners, busca um segundo fundo do mesmo tamanho do primeiro para investir em cibersegurança e, em menor escala, infraestrutura de IA.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 250 milhões é o tamanho do novo fundo que repete a aposta do primeiro

Stephen Ward, ex-agente do Serviço Secreto dos Estados Unidos e ex-diretor de segurança da informação (CISO) da rede varejista Home Depot, está levantando um segundo fundo de aproximadamente US$ 250 milhões para sua gestora de venture capital, a Brightmind Partners. O valor repete o tamanho do fundo de debute da gestora, fechado no final de 2023 — sinal de que os investidores (limited partners) decidiram apostar de novo no mesmo volume, em vez de dobrar ou reduzir o cheque.

O que o número significa

Manter o mesmo tamanho de fundo, em vez de crescer, costuma indicar um histórico sólido mas ainda em construção: o primeiro fundo da Brightmind fez 14 investimentos até agora e teve uma única saída relevante — a venda da startup de segurança de identidade SGNL para a CrowdStrike, gigante americana de cibersegurança, por US$ 740 milhões em janeiro, apenas 11 meses depois de a Brightmind liderar a rodada Série A da empresa. É esse retorno rápido que dá a Ward munição para voltar ao mercado, mesmo com a gestora reduzida: dois sócios que ajudaram a fundar a firma, incluindo o ex-executivo de desenvolvimento corporativo da CrowdStrike conhecido como Talpaz, saíram em abril, deixando Ward como único sócio-gestor (general partner).

A história que deu nome à fama de Ward

Antes de migrar para venture capital, Ward ganhou notoriedade no Secret Service por prender um hacker responsável pelo maior roubo de dados de cartão de crédito da época em Nova York — e, em vez de processá-lo, transformá-lo em informante por cerca de três anos. O criminoso, porém, continuou cometendo crimes em segredo e, ao ser capturado de novo, tentou incriminar Ward como tática de defesa; o agente passou 18 meses limpando o próprio nome antes de o hacker ser sentenciado a 20 anos de prisão. O caso inspirou o podcast "Operation Firewall", da plataforma de áudio Audible. "Tive que vender [a ideia] na subida", disse Ward à TechCrunch sobre negociar com o hacker, admitindo certa ingenuidade: "Não sei o que há de errado comigo. Tenho um nível de ingenuidade."

Quem ganha e quem perde

Ganham os fundadores de startups de cibersegurança em estágio inicial, que ganham mais um fundo ativo buscando cheques de Série A nesse mercado concorrido. Ganha também a tese de infraestrutura de inteligência artificial, que entra pela primeira vez no portfólio da Brightmind, respondendo a cerca de 20% do novo fundo. Perde, relativamente, a tese pura de cibersegurança dentro da própria gestora que ajudou a popularizá-la — e perdem os ex-sócios que deixaram a firma pouco antes desse novo ciclo de captação.

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