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Mercado27 de ago. de 2026, 19:22

Ex-engenheiro da PG&E capta US$ 26 milhões para mapear o que tem embaixo da rua

A CivilGrid, fundada por Josh Mackanic depois de uma década na PG&E, levantou Series A liderada pela Spark Capital para virar o 'Google Maps do subsolo' e evitar acidentes que custam bilhões todo ano.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 26 milhões para enxergar o invisível

A CivilGrid fechou uma rodada Series A de US$ 26 milhões liderada pela Spark Capital, com participação de Afore, A*, Ford Street Ventures, SNR e da Energy Impact Partners — fundo que tem empresas de utilities como cotistas, segundo o TechCrunch. O dinheiro vai financiar o que o fundador Josh Mackanic chama de "Google Maps para o que está enterrado": uma plataforma que cruza dados dispersos de ativos de utilities, propriedade imobiliária e regulação ambiental para mapear cabos, tubulações e dutos que ninguém vê.

Quem é o fundador

Mackanic não é um outsider tentando adivinhar o problema. Foram mais de 15 anos no setor de utilities, construção e imóveis, sendo uma década como líder de engenharia e mapeamento na PG&E — a mesma companhia de energia que opera na Califórnia e que já foi alvo de processos bilionários por falhas de infraestrutura. Ele saiu da empresa em 2020, cansado da falta de visibilidade sobre o que existe debaixo do solo, e fundou a CivilGrid no mesmo ano.

O tamanho do problema que ele quer resolver

Os números por trás da tese de investimento são o verdadeiro motivo do cheque: cerca de 200 mil "utility strikes" — acidentes causados por escavações que atingem infraestrutura enterrada — acontecem todos os anos nos Estados Unidos. Um estudo de caso feito com a própria PG&E identificou US$ 60 milhões em custos evitáveis em 1.600 projetos planejados. Em um episódio isolado citado pelo TechCrunch, um único incidente gerou US$ 60 mil em prejuízo por três dias de atraso em obra.

Quem ganha com o mapa

A CivilGrid vende acesso à sua plataforma para governos, empresas de engenharia civil e companhias de utilities — justamente os agentes que hoje pagam a conta dos acidentes de escavação. Com a chegada de fundos como Spark Capital e Energy Impact Partners, a aposta é que infraestrutura subterrânea vai deixar de ser terra de ninguém nos projetos de obras públicas e privadas dos Estados Unidos, reduzindo tanto o risco de acidentes quanto o custo de atrasos que hoje corroem orçamentos de prefeituras e concessionárias.

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