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Mercado19 de out. de 2026, 10:54

Ex-executiva da NVIDIA diz que robótica ainda não teve seu momento ChatGPT

Amulya Vishwanath, que passou sete anos na NVIDIA e hoje comanda a gestora de venture capital Techable VC, afirma que a robótica segue numa 'era Lego' de fundamentos ainda incompletos.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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Sete anos de NVIDIA, agora do outro lado da mesa

Sete anos foi o tempo que Amulya Vishwanath passou liderando marketing de produto das plataformas de robótica da NVIDIA, a fabricante de chips que hoje domina o fornecimento de hardware para treinar modelos de inteligência artificial, antes de deixar a empresa para fundar a Techable VC, gestora de venture capital voltada a 'IA física' — um recorte que vai além de robôs e inclui ciência de materiais e ciências da vida. Ela é apontada como uma das primeiras executivas mulheres a sair da companhia para montar a própria gestora de capital de risco em estágio inicial.

A 'era Lego'

Em entrevista à TechCrunch, Vishwanath descreve o momento atual da robótica como uma 'era Lego': os blocos básicos — atuadores, mãos robóticas, software de controle e padrões de segurança — ainda estão sendo reconstruídos e padronizados, sem uma pilha tecnológica madura e unificada. É um contraponto direto à narrativa dominante no mercado de IA, de que modelos de fundação generalistas estariam a um passo de produzir, para a robótica, um salto de capacidade equivalente ao lançamento do ChatGPT em 2022.

Quem ganha e quem perde com essa tese

Para a investidora, o setor precisa resolver primeiro infraestrutura básica — hardware confiável, simulação e segurança — antes de qualquer salto repentino de capacidade. A leitura pesa contra fundadores que vendem robótica generalista pronta para escalar, e favorece empresas que atacam esses gargalos de base, hoje o alvo preferencial dos cheques da Techable VC. É também um alerta a investidores que apostam que o ritmo de progresso da IA de texto e imagem vai se repetir automaticamente em máquinas físicas.

A tese foi replicada por veículos como Benzinga e Cryptopolitan, que confirmam o enquadramento de uma indústria ainda 'travada' em fundamentos antes do próximo salto. O que segue em aberto é por quanto tempo essa fase de consolidação vai durar — e se o dinheiro que está entrando agora vai de fato acelerar os blocos que faltam.

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