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IA05 de out. de 2026, 09:33

Ex-pesquisador da Anthropic depõe sobre riscos da IA em Nova York

Jacob Coxon vai testemunhar nesta segunda ao lado de representantes de Anthropic, OpenAI, Google e Meta em audiência inédita do Conselho Municipal.

Por Elias Brandão · Analista de IA e ética

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Uma audiência sem precedentes

Nesta segunda-feira (5), Jacob Coxon, ex-pesquisador da Anthropic, criadora do assistente Claude e uma das líderes em segurança de IA do mercado, vai testemunhar sob juramento numa audiência do Conselho Municipal de Nova York. Em bom português: pela primeira vez, um órgão legislativo dos Estados Unidos está obrigando executivos e ex-funcionários do setor de IA a depor formalmente sobre os riscos da tecnologia — não é Congresso nem Senado federal, mas a sessão reúne nomes pesados o suficiente pra chamar atenção nacional.

A audiência foi convocada pela presidente do Conselho, Julie Menin, e vai funcionar como "Comitê Geral", formato que envolve os 51 vereadores da cidade de uma vez, em vez de uma subcomissão isolada.

Quem fala e o que está em jogo

Além de Coxon, estão previstos representantes da própria Anthropic, da OpenAI, do Google e da Meta. A SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, também foi intimada a participar. Coxon deixou a Anthropic no mês passado e, desde então, acusa publicamente ex-colegas e concorrentes de "apostar nossas vidas" no avanço acelerado de sistemas de IA cada vez mais poderosos. Ele não estará sozinho nessa frente: Alex Turner, ex-pesquisador do Google DeepMind, e Daniel Kokotajlo, ex-OpenAI e hoje diretor do AI Futures Project, também são esperados como críticos do setor.

As duas pontas do debate

De um lado, ex-funcionários querem instituir recompensas financeiras pra quem denunciar práticas arriscadas dentro das empresas, abrir caminho pra processos judiciais contra desenvolvedores e tornar obrigatória uma validação independente antes de qualquer sistema ir ao ar. Do outro lado, as próprias empresas tendem a defender que a inovação não pode travar por excesso de regulação municipal — um argumento já repetido em audiências anteriores no Congresso americano.

O que ainda não se sabe

Não há, até agora, indicação de que a audiência resulte em lei municipal concreta — Nova York não tem poder pra regular como as empresas de IA operam fora de seu território. O valor real da sessão, por ora, é dar palco público e sob juramento a quem está do lado de dentro dessas empresas.

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