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Smart Cities29 de out. de 2026, 15:41

FAA libera primeiro voo de eVTOL com passageiros nos EUA

Autorização permite que a Beta Technologies leve potenciais clientes a bordo de seu eVTOL A250 para avaliar o uso comercial da aeronave, antes da certificação final.

Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities

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O que mudou

A Federal Aviation Administration (FAA), agência reguladora da aviação civil dos Estados Unidos, emitiu o primeiro "Special Airworthiness Market Survey Certificate" da história para uma aeronave eVTOL (elétrica de decolagem e aterrissagem vertical). O certificado foi concedido à Beta Technologies, fabricante americana de aeronaves elétricas eVTOL, para o modelo A250.

Na prática, a autorização não permite operação comercial ainda — ou seja, ninguém pode comprar passagem nesse avião elétrico por enquanto. O que ela libera é um tipo específico de voo: a empresa pode levar potenciais clientes corporativos a bordo, saindo de aeroportos comerciais dentro de uma área geográfica delimitada, para que eles avaliem na prática como a aeronave poderia encaixar no negócio deles.

Foto: reprodução/ainonline.com

O primeiro voo

Em 20 de outubro, o A250 fez seu primeiro voo sob a nova autorização: decolagem vertical no Aeroporto Internacional de Plattsburgh, em Nova York, transição para voo horizontal e aterrissagem vertical no Aeroporto Internacional Patrick Leahy, em Burlington, Vermont. Foram 34 milhas náuticas (cerca de 63 km) em 20 minutos. A aeronave tem controles duplos de pilotagem e capacidade para um piloto, até cinco passageiros e mais de 1.200 libras (544 kg) de carga.

O que diz a empresa

Kyle Clark, fundador e CEO da Beta Technologies, afirmou que os voos permitem que clientes em potencial comecem a planejar como a aeronave se encaixaria em suas operações, "da conexão entre comunidades ao transporte de pessoas e cargas a um custo menor".

Por que isso interessa a quem mora na cidade

Antes de sonhar com táxi aéreo elétrico, vale perguntar: quem vai pagar por essa infraestrutura? A FAA já trabalha em um rascunho de normas de design para "vertiports" — as instalações de pouso e decolagem vertical —, com versão final prevista para o verão de 2027. Ou seja, ainda não há regra definitiva sobre como essas estruturas devem ser construídas nem quem vai fiscalizá-las dentro das cidades.

Também não há, por ora, qualquer indicação de custo de operação, tarifa ou modelo de negócio voltado ao público geral — o movimento atual é comercial, mirando empresas que podem adotar a aeronave para logística ou deslocamento de executivos, não o transporte urbano de massa. Cidades que já discutem mobilidade aérea vão acompanhar de perto se esse modelo de certificação por etapas nos EUA se repete em outros mercados — e se, algum dia, chega a beneficiar o deslocamento do cidadão comum.

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