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Gadgets30 de set. de 2026, 01:36

Fairbuds 2 chega em 14 de outubro mais barato e mais reparável que o original

A Fairphone anuncia o Fairbuds 2 para 14 de outubro, com sete peças substituíveis e suporte ao codec LDAC — e um preço menor que o do fone que ele substitui.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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O sucessor chega mais barato

A Fairphone, fabricante holandesa conhecida por celulares modulares e reparáveis que reduzem o descarte eletrônico, vai lançar o Fairbuds 2 em 14 de outubro. E o detalhe que chama atenção de cara é o preço: €119 na Europa e US$ 119 nos Estados Unidos — abaixo dos €149 cobrados pelo Fairbuds original, lançado em abril de 2024. Não é comum uma segunda geração custar menos que a primeira, e isso sozinho já muda a conversa sobre o produto.

O que mudou por dentro

Foto: reprodução/neofeed.com.br

A aposta de reparabilidade que definiu a marca continua de pé: o Fairbuds 2 mantém sete peças totalmente substituíveis e modulares, então bateria, drivers e outros componentes internos podem ser trocados sem precisar jogar o fone inteiro fora quando algo falha — o oposto do que acontece com a maioria dos fones sem fio do mercado, que são praticamente descartáveis quando a bateria degrada.

No áudio, o avanço técnico é a chegada do codec LDAC, de alta resolução e adaptativo, desenvolvido pela Sony. O Fairbuds original rodava só em SBC e AAC, os mesmos padrões básicos dos AirPods da Apple. Isso coloca o novo modelo mais perto de fones intermediários e high-end em qualidade de transmissão de áudio via Bluetooth, pelo menos em compatibilidade — na prática, exige aparelho pareado que também suporte LDAC.

Vale o preço no Brasil?

A Fairphone não vende oficialmente no Brasil, então o caminho é importação. Convertendo os US$ 119 pelo câmbio de hoje (cerca de R$ 5,23), dá pouco mais de R$ 620 antes de imposto — e a Receita Federal costuma aplicar 60% sobre compras internacionais acima da faixa de isenção, o que empurra o custo final para perto de R$ 1.000 com frete. É dinheiro considerável para um fone de entrada que, tecnicamente, entrega menos recursos que muita opção nacional no mesmo valor.

Dito isso, quem já é fã da proposta da Fairphone — vida útil estendida, peças de reposição vendidas separadamente, menos lixo eletrônico — sabe no que está entrando. Não é o fone mais barato nem o de melhor custo-benefício puro, mas é provavelmente o mais fácil de manter funcionando daqui a cinco anos.

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