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SegurançaMercado11 de ago. de 2026, 00:12

FCC avalia proibir drones que já tinha aprovado, incluindo modelos da DJI

A agência de telecomunicações dos EUA estuda ampliar a lista de drones proibidos por risco à segurança nacional, podendo incluir modelos da DJI já liberados anteriormente. A DJI chama a medida de retrocesso e pede que consumidores se manifestem.

Por Denise Sampaio · Repórter de Segurança

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O que aconteceu

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) está estudando ampliar a proibição de drones no país, incluindo modelos que a própria agência já havia aprovado anteriormente. A proposta foca em equipamentos com "recursos considerados de risco à segurança nacional", como sensores LiDAR, câmeras térmicas e dispensadores de aerossol, além de drones capazes de operar em enxame (swarming) e equipamentos com estações de acoplamento automatizado.

Entre os modelos citados na documentação estão o DJI Air 3S, o DJI Avata 360 e o DJI Mini 5 Pro — todos fabricados pela chinesa DJI, maior fabricante de drones do mundo. A medida dá continuidade a uma política que já vinha se intensificando: em dezembro de 2025, a FCC colocou drones de fabricação estrangeira na chamada "Covered List", lista de equipamentos considerados de risco inaceitável para a infraestrutura de comunicações dos EUA, bloqueando novas autorizações. Agora a agência avalia se deve retirar a validade de aprovações já concedidas no passado.

A FCC recebe comentários públicos sobre a proposta até 2 de setembro. Depois disso, avaliará as manifestações recebidas antes de decidir os próximos passos. A DJI classificou a iniciativa como uma "reversão total" da posição anterior da agência e pediu que consumidores participem da consulta pública para se opor à medida.

Quem é afetado

Consumidores, fotógrafos, produtores de conteúdo, empresas de topografia, agricultura de precisão e segurança pública que usam drones DJI nos Estados Unidos. Também afeta revendedores e a própria DJI, que corre o risco de ver produtos já vendidos e em uso perderem a autorização retroativamente. No Brasil, o impacto direto é limitado, mas o caso serve de alerta sobre como decisões regulatórias podem afetar o valor de revenda e o suporte de longo prazo a equipamentos importados.

O que fazer agora

  • Quem já possui drones DJI nos EUA deve acompanhar o processo pelo site da FCC, já que equipamentos em uso não são recolhidos automaticamente mesmo se a autorização for revogada;
  • Consumidores americanos que quiserem se manifestar podem enviar comentários à FCC até 2 de setembro de 2026;
  • Compradores brasileiros de drones importados devem verificar se o modelo desejado está na lista de produtos sob análise antes de fechar a compra;
  • Empresas que dependem de drones para operação comercial devem ter um plano de contingência com marcas alternativas, caso restrições semelhantes cheguem a outros mercados;
  • Vale acompanhar comunicados oficiais da DJI e da Anatel no Brasil, para casos de equipamentos trazidos por viajantes ou importação pessoal.
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