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Segurança03 de set. de 2026, 10:43

FCC quer criar boletim público para avaliar operadoras no combate a robocalls

Agência reguladora dos EUA propõe um "scorecard" que classificaria operadoras de telefonia por eficiência no bloqueio de chamadas automáticas ilegais. Consulta pública está aberta até 22 de setembro.

Por Denise Sampaio · Repórter de Segurança

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O que aconteceu

A FCC, agência reguladora de telecomunicações dos Estados Unidos, propôs em 2 de setembro a criação de um "Robocall Scorecard" — um boletim público que classificaria operadoras telefônicas conforme sua eficiência em bloquear chamadas automáticas (robocalls) e mensagens de spam ilegais. A proposta foi anunciada pelo presidente da FCC, Brendan Carr, por meio de um aviso público (public notice) que abre consulta à sociedade e ao setor.

Segundo a agência, o objetivo é "empoderar consumidores e incentivar provedores a continuar combatendo robocalls ilegais", oferecendo ao público uma avaliação clara da efetividade de cada operadora. A ideia é usar um conjunto combinado de métricas — não uma lista administrativa simples — que reflita práticas operacionais e resultados mensuráveis, incluindo até a frequência com que chamadas legítimas acabam bloqueadas por engano.

O scorecard combinaria dois tipos de indicadores: métricas de conduta (se a operadora oferece ferramentas de bloqueio ao cliente e responde a pedidos de rastreamento de chamadas) e métricas de resultado (se o número e a gravidade de robocalls que chegam ao consumidor realmente caíram). A nota final poderia aparecer como escala numérica, conceito por letras ou classificação de risco (baixo, médio ou alto). Os dados viriam do banco de mitigação de robocalls da própria FCC, do centro de reclamações de consumidores, de ações de fiscalização, do grupo setorial de rastreabilidade e até de reclamações registradas na FTC, equivalente americana ao órgão de defesa do consumidor.

No mesmo dia do anúncio, a FCC também expulsou 14 provedoras de telecomunicações das redes dos EUA por violarem regras antirrobocall, entre elas Apps Communications, CFX Business Solutions e Conference America.

Quem é afetado

A proposta vale para provedores domésticos de serviço de voz com clientes no varejo — operadoras de telefonia móvel, fixa, VoIP e redes híbridas. A FCC também pede sugestões sobre limitar o escopo apenas às grandes operadoras. Por ora, a iniciativa é exclusiva dos Estados Unidos; não há qualquer indicação de medida equivalente por parte da Anatel no Brasil.

O que fazer agora

  • 22 de setembro de 2026: prazo final para envio de comentários públicos sobre a proposta;
  • 2 de outubro de 2026: prazo para réplicas aos comentários já enviados;
  • Consumidores americanos podem acompanhar o processo diretamente no site da FCC;
  • No Brasil, o caso vale como referência: mostra um modelo de transparência que compara operadoras por dados objetivos de bloqueio de spam, algo que pode alimentar debates futuros sobre fiscalização de chamadas indesejadas por aqui.
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