
Feedly atribui lentidão de uma semana a bug, não a pivô para IA
A empresa afirma que falhas na função de marcar itens como lidos deixaram o app web praticamente inutilizável, mas nega relação com a mudança de foco para inteligência de ameaças.
Por Marcos Silva · Repórter de plantão
Mais de uma semana de instabilidade
O Feedly, maior leitor de RSS independente do mundo, enfrentou mais de uma semana de problemas técnicos que deixaram o aplicativo web "praticamente inutilizável" para assinantes pagantes, segundo relatos de usuários. A empresa atribui a lentidão a um bug específico, e não à mudança de foco estratégico da companhia para inteligência de ameaças cibernéticas.
Origem do bug
Segundo o Feedly, o problema está relacionado à função "Mark as Read" (marcar como lido) em contas com muitas pastas cadastradas. Uma correção para a falha foi lançada na sexta-feira.
Reclamações também nos apps mobile e no suporte
Além da lentidão no app web, usuários relataram falhas no carregamento do aplicativo para iOS, inclusive na versão beta do iOS 27. Também houve queixas de que solicitações de suporte técnico ficaram sem resposta durante o período de instabilidade.
Fala do CEO
O CEO e cofundador Edwin Khodabakchian afirmou que corrigir a funcionalidade básica de RSS continua sendo prioridade, já que a comunidade de inteligência de ameaças cibernéticas (CTI) da empresa depende da capacidade de leitura de notícias. Segundo ele, "consertar a funcionalidade básica de RSS ainda é uma prioridade porque nossa comunidade de CTI usa a capacidade de leitura de notícias".
App clássico foi descontinuado
Khodabakchian confirmou ainda que o aplicativo Feedly Classic foi desativado há duas semanas, por não atender mais aos requisitos atuais da Apple e do Google para iOS e Android. Segundo a empresa, o app clássico tinha apenas algumas centenas de usuários ativos, número pequeno perto da base total do Feedly, hoje com 15 milhões de usuários no mundo.
Pivô para segurança segue em curso
O Feedly tem direcionado cada vez mais recursos para o rastreamento de ameaças cibernéticas emergentes, com a inteligência artificial ocupando hoje o principal destaque na página inicial da empresa. Ainda assim, a companhia reforça que não pretende abandonar a funcionalidade original de leitor de RSS que sustenta parte da sua base de usuários.