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E-sports19 de out. de 2026, 10:53

FERJEE nega ter pago Gaules para participar de podcast

A federação carioca de esports negou ter remunerado o streamer Gaules por aparições em podcasts, depois que a streamer bianquinha questionou publicamente o cachê dele em meio à crise do Marco Legal dos Games.

Por Larissa Kimura · Repórter de e-sports

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O que a FERJEE negou

A FERJEE, federação de esports do Rio de Janeiro responsável por organizar torneios de CS2 na região, publicou nota oficial negando qualquer pagamento ao streamer Alexandre "Gaules" Borba, um dos nomes mais conhecidos da transmissão de CS2 no Brasil, por participações em podcasts da entidade. Segundo o comunicado, "não houve qualquer pagamento pela participação do streamer em nenhuma das edições" dos programas "De Frente com o Fer" e "De Frente com as Lendas".

Como a polêmica começou

A discussão nasceu depois que a streamer Bianca "bianquinha" Similamore divulgou uma troca de mensagens com Cadu Albuquerque, diretor de esportes eletrônicos do Ministério do Esporte, sobre patrocínios ligados ao Marco Legal dos Games — lei que regula a indústria brasileira de jogos eletrônicos e ganhou um decreto de regulamentação assinado pelo presidente Lula em 14 de outubro. Bianquinha publicou uma foto de Gaules ao lado de Cadu em um podcast da FERJEE e perguntou publicamente quanto o streamer teria cobrado para participar.

A resposta de Gaules

Em live, Gaules negou ter recebido qualquer valor e disse que vai acionar a Justiça contra quem insinuar o contrário: "Quem está falando que eu recebi qualquer coisa para ir em qualquer podcast [...] vai ter que se explicar em um processo."

Por que isso importa pro torcedor

Para quem acompanha a cena de CS2 no Brasil, o episódio expõe uma tensão maior: federações estaduais ganharam peso político com a regulamentação do setor, e qualquer suspeita de pagamento a criadores de conteúdo mexe com a credibilidade dos torneios que eles ajudam a divulgar — como o FERJEE In House, realizado em setembro no Rio. Até agora, nenhuma das partes apresentou provas além das próprias declarações públicas, e o desfecho pode acabar nos tribunais.

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