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Mercado26 de out. de 2026, 22:44

Fiat pode trazer de volta SUV Freemont para enfrentar chinesas no Brasil

Projeções digitais de um designer reacendem a expectativa sobre o retorno do Freemont, SUV que a Fiat vendeu no Brasil entre 2011 e 2016, agora como resposta ao avanço das marcas chinesas no segmento.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O número que importa: nove anos fora de linha

O Fiat Freemont saiu de linha no Brasil em 2016, depois de cinco anos no mercado nacional. Agora, projeções digitais não oficiais reabriram a discussão sobre um possível retorno do nome, justamente no momento em que fabricantes chinesas ampliam de forma agressiva sua presença no segmento de SUVs por aqui.

Quem é o Freemont e por que ele voltaria

Foto: reprodução/autoo.com.br

O modelo original era, na prática, um Dodge Journey rebatizado com a grade da Fiat, equipado com motor 2.4 a gasolina de 172 cv e capacidade para sete ocupantes. As novas imagens, assinadas pelo designer Kleber Silva, do estúdio KDesign, mostram uma releitura com linhas retas, para-lamas destacados, proteções plásticas inferiores e uma assinatura luminosa inspirada no Grande Panda, hatch de entrada que a Fiat já vende com forte apelo de preço. Elementos de desenho do Jeep Compass também aparecem na proposta — relevante porque a nova geração do Compass, outra marca do grupo Stellantis, dona também da Fiat, passará a ser fabricada no Brasil a partir de 2028.

Múltiplos e plataforma: o que sustentaria o projeto

A base técnica mais provável, segundo apuração do setor, seria a plataforma do Grizzly, protótipo apresentado pela Fiat no Salão de Paris em outubro. Isso abriria espaço para versões a gasolina, híbrida leve e até elétrica, com a variante europeia do conceito citada em até 145 cv. O aproveitamento de plataforma dentro do grupo Stellantis reduz o custo de desenvolvimento — ponto crítico para viabilizar um SUV de sete lugares em um mercado brasileiro pressionado por margens.

Quem ganha e quem perde

Se confirmado, o movimento ajudaria a Fiat a cobrir uma lacuna que hoje é ocupada por SUVs maiores de marcas chinesas recém-chegadas ao país, que têm atacado justamente a faixa de sete lugares com preços agressivos. A marca italiana se beneficiaria de usar um nome já reconhecido pelo consumidor brasileiro, evitando o custo de criar identidade do zero. Por ora, porém, não há qualquer confirmação oficial da Stellantis: as imagens são especulação de designer, não anúncio de produto, e a empresa não declarou intenção de reviver o projeto.

O que ainda falta saber

Sem posicionamento oficial da Fiat, o retorno do Freemont continua no campo da especulação. O mercado deve observar se a montadora confirma uso da plataforma Grizzly e se a produção entraria na mesma janela da nova geração do Compass, em 2028.

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