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MercadoGadgets23 de out. de 2026, 10:15

Fiat registra nome Koala para elétrico compacto que vai enfrentar a BYD

A Fiat, marca italiana do grupo Stellantis, registrou o nome Koala para um carro elétrico de entrada que deve ser o sucessor europeu do Mobi e mira concorrer com a BYD no segmento de compactos acessíveis.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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15 mil euros é o preço-alvo que explica o nome fofinho

A Fiat, marca italiana do grupo automotivo Stellantis, registrou o nome Koala para um novo carro elétrico compacto de entrada — sucessor europeu do Mobi — em uma aposta direta contra a ascensão da BYD, fabricante chinesa que hoje lidera as vendas de elétricos compactos e acessíveis em mercados como o Brasil. O nome segue uma linhagem de batismos fofos da marca, ao lado de Panda e Grizzly, e reforça o posicionamento do carro como um modelo pequeno, simpático e, sobretudo, barato.

O que se sabe (e o que ainda não se sabe)

Foto: reprodução/vrum.com.br

Segundo o planejamento da Stellantis, o Koala, batizado internamente de E-Car, deve ser apresentado em 2027, com produção a partir de 2028 na fábrica de Pomigliano d'Arco, na Itália. O preço inicial projetado gira em torno de 15 mil euros — cerca de R$ 88 mil na cotação atual —, faixa pensada para brigar de frente com o BYD Dolphin Mini, hoje o elétrico mais vendido do Brasil. A Fiat ainda não revelou potência, capacidade de bateria, autonomia ou preço final, e o lançamento da versão brasileira — que deve usar a identidade Mobi — também está previsto para 2028.

A engenharia por trás do preço

Para chegar a esse patamar de custo, a Stellantis está recorrendo a uma parceria com a chinesa Leapmotor, fabricante de veículos elétricos com a qual o grupo já mantém acordo de tecnologia, aproveitando fornecedores, componentes elétricos e sistemas de gestão térmica para reduzir o custo de desenvolvimento do projeto E-Car. O mesmo arcabouço técnico deve servir de base para o novo Citroën 2CV elétrico, outra marca do guarda-chuva Stellantis, em uma lógica de plataforma compartilhada que a montadora já usa para diluir investimento entre múltiplos modelos de entrada.

Quem ganha e quem perde

Se o preço-alvo se confirmar, quem ganha é o consumidor europeu (e, mais tarde, o brasileiro) que busca um elétrico de entrada sem pagar o prêmio ainda comum em modelos ocidentais. A Stellantis também ganha ao finalmente ter uma resposta de catálogo à pressão chinesa nos compactos — um segmento em que BYD, mas também marcas como a GWM, vêm avançando rápido na Europa e na América Latina. Quem perde, ao menos no curto prazo, é a própria Fiat em termos de margem: para competir no preço da BYD, a marca está terceirizando parte da engenharia a um parceiro chinês, numa dependência que marcas tradicionais europeias vinham tentando evitar. Resta saber se dois anos de antecedência até a produção (2028) serão suficientes para a Stellantis não chegar atrasada de novo numa corrida que a BYD já está vencendo.

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