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Games16 de set. de 2026, 15:16

Fire Emblem: Fortune's Weave é ambicioso, mas trava no próprio mapa

O novo exclusivo de Switch 2 promete cinco campanhas dentro de um só jogo, mas a review da Canaltech aponta mapa aberto raso, entraves técnicos e ausência de português que pesam na hora de decidir a compra.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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Cinco heróis, uma Nintendo Switch 2 e uma pergunta incômoda

Chegou a hora de falar sobre o Fire Emblem mais ambicioso que a Nintendo já tentou colocar na tela. Fire Emblem: Fortune's Weave estreia nesta quinta-feira, 17 de setembro, exclusivo para Nintendo Switch 2, e a review da Canaltech resume bem o clima: é chamado de "o RPG de estratégia mais completo de todos os tempos", mas vem com ressalvas que todo consumidor deveria conhecer antes de tirar a carteira.

A proposta é generosa. Em vez de uma única campanha, o jogo entrega cinco protagonistas jogáveis — Leda, Theodora, Cai, Dietrich e um personagem customizável —, cada um vivendo, segundo a própria review, "cinco jogos diferentes construídos na mesma estrutura". As histórias se cruzam na cidade aberta de Dagsion e convergem para um coliseu, onde um campeão final tem seu desejo atendido pelo monarca local. É bastante conteúdo por trás da caixa, e isso puxa o fator replay lá para cima, com bônus que só aparecem em novas partidas.

Foto: reprodução/canaltech.com.br

O que funciona (e o que ainda engasga)

No campo de batalha, a fórmula tática por turnos que já conhecemos continua sólida: calabouços para explorar, sistema de fama para evoluir e atividades semanais recarregáveis para manter o jogador voltando. É competente, mas competente não é a mesma coisa que revolucionário — e é aqui que mora o primeiro alerta.

A Canaltech aponta que o mapa aberto, prometido como grande diferencial, entrega pouco conteúdo exploratório de verdade: é vasto, mas recheado de atividades pontuais e repetitivas, sem a densidade de um Legend of Zelda: Breath of the Wild ou a ambição de um Elden Ring — franquias que a própria review usa como régua de comparação. Some a isso "gambiarras" técnicas, como carregamentos entre áreas que quebram o ritmo, e gráficos que seguem o padrão Nintendo sem de fato explorar o potencial do hardware do Switch 2.

O detalhe que mais deveria pesar no bolso

E aqui vai o ponto que interessa direto ao consumidor brasileiro: o jogo não tem localização para português. Pagar o preço de um lançamento exclusivo de console novo e ainda esbarrar em texto só em inglês (ou outros idiomas, mas não o nosso) é o tipo de detalhe que separa "obra-prima" de "ótimo jogo com pé atrás". A ambição de Fortune's Weave é real, e cinco campanhas dentro de um só cartucho é oferta rara. Mas antes de comprar, vale pesquisar se a falta de tradução e as arestas técnicas combinam com o que você espera pagar por um exclusivo de Switch 2.

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