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E-sports06 de nov. de 2026, 07:45

FISSURE ainda deve premiações a quatro organizações, admite CEO

O CEO da FISSURE, Nikolay Vesnin, confirmou que a organizadora de torneios de CS2 e Dota 2 ainda tem débitos de premiação com quatro equipes, mesmo após pagar cerca de metade do valor devido. Entre os times que já cobraram a empresa estão FURIA, paiN, MIBR e Legacy.

Por Larissa Kimura · Repórter de e-sports

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O que está em jogo

Se você acompanha Counter-Strike 2 sabe que confiança é tudo quando o assunto é organizadora de torneio pagar o que deve. E a FISSURE, organizadora de torneios de CS2 e Dota 2 que já colocou brasileiros em quadra em mais de uma edição do seu circuito, segue devendo premiação para parte das equipes que disputaram suas competições. O CEO Nikolay Vesnin admitiu a situação à imprensa, e quatro organizações estão na lista de quem ainda espera para receber.

Como a dívida chegou até aqui

Quem chegou agora no assunto precisa entender o tamanho do problema: em junho, a FISSURE havia reconhecido débito com 15 organizações, incluindo os brasileiros FURIA, paiN, MIBR e Legacy — times que entraram em quadra nas edições do FISSURE Playground, torneio de CS2 da empresa. FURIA, inclusive, foi campeã da segunda edição. Agora, segundo o CEO, o número de organizações com pendência caiu para quatro, resultado de uma rodada de pagamentos iniciada no segundo semestre de 2026.

Vesnin foi direto ao reconhecer o desgaste de imagem: "Entendo que as pessoas têm menos confiança nas nossas palavras" do que tinham antes. É a fala de quem sabe que prometer não resolve mais — só o pagamento resolve. Segundo ele, o FISSURE Playground 3 arrecadou o suficiente para cobrir cerca de 50% da dívida de premiação em CS2, o que explica a redução no número de credores, mas não encerra o caso.

Quem fica no meio disso

Para o torcedor e para o jogador, o que importa é simples: quem joga e vence precisa receber, no prazo acordado, sem depender da sorte financeira do organizador na próxima edição. As causas apontadas pela própria FISSURE — parceria fracassada com uma casa de apostas, patrocínios insuficientes no setor e um torneio com participação de equipes abaixo do mínimo exigido em contrato comercial — mostram que o rombo não veio de uma só direção, mas quem paga o preço, literalmente, são as organizações que já cumpriram a parte delas dentro de campo.

O que vem a seguir

A empresa diz ter fechado cronogramas de pagamento individuais com cada equipe credora e promete um relatório público sobre o avanço da dívida no primeiro trimestre de 2027. O próximo torneio de CS2 da FISSURE está marcado para a Geórgia, de 18 a 30 de agosto, com premiação de US$ 1 milhão (R$ 5,4 milhões) que, segundo a organizadora, já está garantida antes mesmo do início da competição — uma mudança de modelo para evitar que o problema se repita. Fica o alerta: promessa de prêmio garantido só vale depois que o dinheiro realmente cai na conta de quem jogou.

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