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Gadgets26 de out. de 2026, 22:43

Fitbit Edge: bateria trocável marca retorno do conserto no wearable

O Google lança o Fitbit Edge por US$ 179,99, substituindo a linha Charge e trazendo bateria substituível, GPS mais preciso e o recurso Health Guardian.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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O que é o Fitbit Edge

O Google oficializou o Fitbit Edge, novo rastreador de fitness que assume o posto da linha Charge — agora descontinuada — na prateleira da marca de wearables de fitness do Google. O preço de lançamento é US$ 179,99 (cerca de R$ 1.000 em conversão direta, sem impostos de importação), com pré-venda aberta desde 12 de outubro e embarque a partir de 27 de outubro de 2026. Há ainda uma edição especial Stephen Curry, vendida em mercados selecionados por US$ 219,99.

A especificação que virou experiência

No papel, o Edge tem tela AMOLED always-on de 1,34 polegada, sensores de SpO2, ECG, frequência cardíaca por PPG e temperatura de pele, GPS com precisão até 40% melhor em treinos ao ar livre, Bluetooth 5.4 e resistência 5ATM/IP68. Mas o dado que rouba a cena é outro: pela primeira vez, um Fitbit tem bateria substituível. Na prática, isso significa não precisar trocar o relógio inteiro quando a célula começa a perder autonomia — um problema crônico de qualquer wearable com um ou dois anos de uso. A bateria promete uma semana de uso e um truque e tanto: cinco minutos na base magnética bastam para um dia inteiro de energia. O Google ainda não detalhou quem fará a troca, se o usuário poderá abrir o case em casa ou se será preciso recorrer a assistência técnica — e isso deve variar por região.

O "velho" que volta como novidade

Aqui está o gancho nostálgico da pauta: bateria substituível é tecnologia dos anos 2000, quando trocar a pilha do relógio ou do controle remoto era rotina. A indústria passou duas décadas selando baterias dentro de carcaças fechadas, vendendo a ideia de que o aparelho inteiro vira lixo quando a célula morre. O Edge resgata esse hábito antigo e o veste de inovação sustentável — um contraste e tanto com o Charge 6, que ele substitui, e com a própria Apple Watch, que segue com bateria selada. É o tipo de giro que a indústria de tecnologia adora: repaginar o óbvio e vender como avanço.

Vale o preço no Brasil?

O Edge ainda não tem data ou preço oficial para o mercado brasileiro, e Fitbits historicamente chegam aqui com atraso e markup salgado de importação. Convertendo os US$ 179,99 direto, sem imposto, já dá perto de R$ 1.000 — e a conta real tende a passar disso com facilidade. O recurso Health Guardian, que promete monitorar tendências de pressão arterial e resistência à insulina, também depende de assinatura do Google Health Premium para liberar o coaching completo, o que encarece a conta mensal. Para quem já tem Charge 5 ou 6 funcionando bem, a pergunta não é se o Edge é melhor — é se vale pagar de novo por algo que, décadas atrás, já vinha de fábrica: uma bateria que se troca.

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