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Segurança13 de out. de 2026, 01:25

Flock Safety corta 270 vagas em meio a pressão sobre vigilância

Empresa de câmeras de leitura de placas reduz 18% do quadro após casos de uso indevido por policiais e crítica de juiz federal; CEO não confirma corte salarial.

Por Denise Sampaio · Repórter de Segurança

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O que aconteceu

A Flock Safety, empresa americana que fabrica câmeras de leitura automática de placas (ALPR) usadas por departamentos de polícia nos Estados Unidos, cortou cerca de 270 vagas — 18% do quadro de funcionários — por meio de um programa de "separação voluntária". As saídas valem até o fim de outubro. Em comunicado, a empresa disse que o programa visa "posicionar a companhia para sua próxima fase de crescimento" e não confirmou se o CEO Garrett Langley ou outros executivos tiveram redução de salário no mesmo período.

Quem é afetado

Foto: reprodução/techcrunch.com

O corte vem no momento em que a Flock enfrenta uma onda de desconfiança nos EUA. Um juiz federal classificou o sistema de vigilância da empresa como "vigilância em massa indiscriminada". Dezenas de policiais já foram presos ou demitidos por usar o acesso ao sistema para perseguir pessoas sem mandado judicial. Também há histórico de falhas de segurança — câmeras que ficaram expostas publicamente na internet — e casos de identificação incorreta de placas, que levaram a abordagens e prisões equivocadas. Departamentos de polícia importantes, como o de Los Angeles, deixaram contratos com a empresa vencerem por preocupação com liberdades civis. Mais de 100 mil câmeras da Flock já foram instaladas no país, o que torna o alcance do problema relevante para qualquer cidade que use o sistema.

O que fica de lição

Para o usuário final — motoristas monitorados sem saber, moradores de bairros com câmeras instaladas — o episódio reforça um ponto que vale para qualquer tecnologia de vigilância, pública ou privada:

  • Peça transparência: saiba se sua cidade usa câmeras de leitura de placas e quem tem acesso aos dados.
  • Verifique prazos de retenção: pergunte por quanto tempo as imagens ficam armazenadas e quem pode consultá-las sem mandado.
  • Acompanhe fiscalização: cobre do poder público auditorias independentes sobre o uso do sistema por agentes de segurança.
  • Fique atento a vazamentos: empresas de vigilância já tiveram falhas que expuseram câmeras e dados na internet.

Por ora, o corte de pessoal não muda a operação das câmeras já instaladas — a pressão por mais controle sobre como esses dados são usados continua sendo o ponto central da discussão nos EUA.

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