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Ciência26 de ago. de 2026, 23:14

Foguete brasileiro MLBR recebe Carteira de Habilitação e mira 2027

O microlançador nacional foi selecionado para receber o documento da Agência Espacial Brasileira que o integra ao programa oficial de atividades espaciais. Falta ainda a Carteira de Execução para confirmar a missão.

Por Letícia Prado · Repórter de Ciência

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Pra escala humana: um foguete de 12 metros, do tamanho de um prédio de quatro andares, mais perto de decolar do solo brasileiro

O Microlançador Brasileiro, o MLBR, avançou uma etapa considerada decisiva em seu desenvolvimento. Segundo reportagem do Canaltech, o veículo foi selecionado para receber a Carteira de Habilitação, documento emitido pela Agência Espacial Brasileira (AEB) que formaliza a integração do foguete ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).

O que já é confirmado

Foto: reprodução/cnnbrasil.com.br

A seleção para a Carteira de Habilitação é um fato consumado: o projeto passa a fazer parte oficialmente do PNAE, o que — segundo trecho citado pelo Canaltech — "cria essa perspectiva de longo prazo e permite que o conhecimento e os investimentos" se convertam em capacidade espacial efetiva para o país. O desenvolvimento é conduzido pela CENIC, sob direção de Ralph Corrêa, com financiamento da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em parceria com a AEB. Reportagens complementares, como a da CNN Brasil, confirmam o investimento de R$ 189 milhões no programa e detalham que o foguete tem cerca de 12 metros de altura e capacidade de levar cerca de 40 kg à órbita, com propulsão sólida em múltiplos estágios.

Atualmente, o MLBR está em fase de testes rigorosos de resistência — a vibrações, altas temperaturas e acelerações — etapa necessária antes de qualquer autorização de voo.

O que ainda é hipótese ou depende de etapas futuras

A Carteira de Habilitação não é uma autorização de lançamento. O passo seguinte, e ainda pendente, é a chamada Carteira de Execução, que efetivamente inclui o foguete no portfólio oficial de missões espaciais do país. Só depois dessa etapa — e da conclusão dos testes estruturais — é que uma data de lançamento se torna operacionalmente concreta. A previsão veiculada pelo Canaltech aponta para 2027, mas, como já ocorreu antes com o programa espacial brasileiro, prazos desse tipo estão sujeitos a ajustes conforme avançam os testes de qualificação.

Por que importa

Se o MLBR chegar à plataforma de lançamento, o Brasil passa a ter capacidade própria de colocar pequenos satélites em órbita — hoje, esse tipo de carga depende quase inteiramente de foguetes estrangeiros. O objetivo declarado do programa é justamente abrir caminho para o país competir no mercado global de lançamento de pequenos satélites, usados em áreas como monitoramento ambiental, telecomunicações e agricultura de precisão.

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