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Ciência01 de set. de 2026, 11:20

Foguete Sebit, da sul-coreana InnoSpace, é destruído em voo sobre Alcântara

Voo inaugural do suborbital Sebit durou cerca de 35 segundos antes de a Força Aérea Brasileira acionar o sistema de autodestruição após o veículo sair da rota prevista sobre o Atlântico.

Por Letícia Prado · Repórter de Ciência

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Um voo mais curto que um comercial de TV

Para dar a real dimensão do que aconteceu: o foguete Sebit ficou no ar por cerca de 35 segundos. É menos tempo do que a maioria dos comerciais de TV, e bem menos do que os primeiros minutos de ascensão que costumam separar o solo da órbita em uma missão espacial completa. Foi nessa janela mínima que a Força Aérea Brasileira (FAB) precisou tomar uma decisão rápida: interromper o voo por segurança.

A decolagem aconteceu em 19 de agosto, por volta das 16h30, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. O responsável pelo foguete é a InnoSpace, empresa sul-coreana especializada em veículos de lançamento de pequeno porte.

Foto: reprodução/olhardigital.com.br

O que está confirmado

Segundo o relato oficial e a cobertura do lançamento, a ignição do Sebit ocorreu normalmente e o foguete iniciou o voo dentro do esperado. Pouco depois, porém, ele saiu da trajetória prevista. Diante disso, a FAB acionou o Sistema de Terminação de Voo — o mecanismo de autodestruição usado quando um veículo foge da rota e representa risco a áreas povoadas. Os destroços caíram em uma área marítima já designada para esse tipo de cenário, sem registro de feridos ou danos.

Durante os 35 segundos de voo, sensores registraram dados de propulsão, orientação, navegação, controle e rastreamento, além de informações da própria plataforma de lançamento em Alcântara — material que agora deve ser usado para entender o que houve.

Foto: reprodução/terrabrasilnoticias.com

O que ainda é investigação, não conclusão

Até aqui, nem a InnoSpace nem a FAB divulgaram a causa técnica do desvio de rota. Não há confirmação pública sobre se o problema foi no motor híbrido de três toneladas de empuxo, no sistema de orientação e controle, ou em outro componente. Qualquer explicação além de "o foguete saiu da trajetória prevista" é, por ora, especulação.

Por que esse teste importava

Essa era a missão inaugural do Sebit, um foguete suborbital multipropósito pensado para testes tecnológicos e verificação de sistemas — não para colocar satélites em órbita. O lançamento também marcava o primeiro uso comercial da infraestrutura de Alcântara viabilizado por um acordo entre a InnoSpace e a ALADA (Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil S.A.), firmado em julho. Era, portanto, um teste de duas frentes: da tecnologia coreana e da capacidade do Brasil de sediar operações comerciais de lançamento. O desfecho abreviado não invalida o acordo, mas adia a comprovação de que a dobradinha funciona na prática.

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