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Ciência20 de ago. de 2026, 10:39

Foguete sul-coreano lançado no Maranhão cai no mar

O SEBIT, foguete suborbital da INNOSPACE, decolou normalmente de Alcântara nesta quarta (19), mas teve a trajetória alterada por uma anomalia e foi derrubado pela FAB em zona de segurança marítima. Não há registro de feridos ou danos materiais.

Por Letícia Prado · Repórter de Ciência

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Pra escala humana: imagine acompanhar meses de preparação para o primeiro teste de um foguete e ver, minutos depois da decolagem, o veículo sair da rota e ter o voo encerrado no meio do oceano. Foi o que aconteceu nesta quarta-feira (19) com o SEBIT, foguete suborbital da sul-coreana INNOSPACE lançado do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.

O que é confirmado

Segundo a INNOSPACE, o SEBIT decolou às 16h30 (horário de Brasília) e deixou a plataforma normalmente. Durante o voo, porém, uma anomalia foi detectada, provocando desvio da trajetória planejada. Diante disso, a Força Aérea Brasileira acionou o Sistema de Terminação de Voo para interromper a missão quando o veículo saiu da rota prevista.

Foto: reprodução/olhardigital.com.br

O foguete caiu dentro de uma zona de segurança marítima previamente determinada, ao largo da costa brasileira. Não houve registro de feridos ou de danos materiais em decorrência da queda, conforme informações repassadas após o encerramento antecipado do voo.

O que ainda é hipótese

A causa exata do desvio de trajetória ainda não foi identificada. A INNOSPACE afirmou que está analisando os dados coletados durante a missão para determinar o que provocou a alteração no percurso do foguete. Apesar do fim precoce do voo, a empresa conseguiu reunir informações de propulsão, orientação, navegação, controle e rastreamento, que devem orientar a investigação.

O foguete e o contexto da missão

O SEBIT é um foguete suborbital de estágio único, movido por um motor híbrido da classe de três toneladas, projetado para levar cargas a até 100 quilômetros de altitude. Este era o voo de teste inaugural do veículo, parte do programa da INNOSPACE em parceria com a ALADA (Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil), a Força Aérea Brasileira e a Agência Espacial Brasileira, com o objetivo de obter dados de voo e experiência operacional para futuras missões suborbitais.

O lançamento fazia parte da retomada de atividades da companhia sul-coreana em Alcântara, que já havia sido usada anteriormente para testes de outros veículos da empresa. Mais cedo no mesmo dia, antes da confirmação da queda, o resultado da missão ainda era incerto — a decolagem havia ocorrido conforme planejado, mas faltavam dados suficientes para atestar sucesso ou falha, situação que só foi esclarecida horas depois com o comunicado da INNOSPACE sobre o encerramento de segurança do voo.

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