
Fone que vira caixa de som ao se enrolar chega às lojas nos EUA
O TDM Neo, fone com design que se transforma em caixa de som Bluetooth com um simples torção, está à venda nos Estados Unidos por US$ 249 após estreia na CES 2026 e campanha de financiamento coletivo bem-sucedida.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Da CES ao carrinho de compras
Nove meses depois de chamar atenção na CES 2026, o Neo, fone de ouvido da TDM (Tomorrow Doesn't Matter), startup de áudio que apostou tudo em um design híbrido, finalmente está disponível para compra nos Estados Unidos. O produto passou por uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter bem-sucedida em fevereiro, com recompensas antecipadas a partir de US$ 189, e agora chega ao varejo por US$ 249, vendido no site da própria TDM, na Amazon e no Walmart.
A ideia central do Neo é simples na teoria e ambiciosa na execução: um fone on-ear comum que, ao ser torcido, enrola a haste em volta das conchas auriculares e as une magneticamente, formando uma base estável. O resultado é uma caixa de som Bluetooth portátil, sem precisar carregar dois aparelhos separados na bolsa.
Como funciona na prática
A engenhoca depende de quatro drivers de 40 mm — dois voltados para dentro, usados no modo fone, e dois voltados para fora, que assumem quando o dispositivo é dobrado em modo caixa de som. A troca entre os modos é automática, sem precisar mexer em nenhum aplicativo. A conectividade usa Bluetooth 6.0, com suporte a multipoint e Auracast, recursos que permitem parear com mais de um aparelho ao mesmo tempo ou transmitir áudio para múltiplos receptores compatíveis.
A autonomia é generosa no papel: mais de 200 horas como fone de ouvido, mas o número despenca para algo entre 8 e 16 horas (a depender da fonte consultada) quando o aparelho está no modo alto-falante, já que os drivers voltados para fora consomem bem mais energia. A caixa vem com estojo de transporte e cabo 3,5 mm.
Vale o preço no Brasil?
Por ora, o Neo não tem data de chegada confirmada ao mercado brasileiro, e US$ 249 já equivalem a mais de R$ 1.300 na conversão direta — antes de impostos de importação. É um preço de fone premium para um produto de nicho, cuja venda depende mais da novidade do conceito do que da qualidade sonora pura. Vale lembrar que a própria Sony decidiu recentemente reviver um design de seis anos atrás, o que mostra que nem toda inovação em áudio portátil precisa ser radical — às vezes, o usuário só quer o que já funciona.