
Fones com cancelamento de ruído ativo já saem por menos de R$ 300 no Brasil
Modelos como QCY MeloBuds Pro e Redmi Buds 6 Lite mostram que o ANC, antes restrito a fones premium, virou item de série mesmo na faixa de entrada em 2026.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
ANC deixou de ser luxo
Há poucos anos, cancelamento de ruído ativo era sinônimo de fone caro. Em 2026, essa barreira caiu de vez: um levantamento do Tecnoblog mapeou dez modelos com ANC funcional por até R$ 300, e o que chama atenção não é só o preço baixo, é o quanto de especificação técnica sobrou nessa faixa.
O destaque fica com o QCY MeloBuds Pro (também vendido como QCY HT08), que aparece no mercado brasileiro girando entre R$ 254 e R$ 350 dependendo do varejista. Ele traz cancelamento de ruído que chega a 40-46 dB, suporte a áudio Hi-Res com codec LDAC, seis microfones para chamadas e até 34 horas de bateria total com o estojo — números que só apareciam em fones de marcas grandes há dois ou três anos.
Redmi Buds 6 Lite e JBL Tune Buds completam o quadro
A Xiaomi também tem presença forte nessa faixa com o Redmi Buds 6 Lite, encontrado no Brasil por valores que vão de R$ 151 a R$ 299 conforme a cor e a loja. É o mais básico do grupo, sem a mesma sofisticação sonora do QCY, mas com autonomia de até 38 horas e certificação IP54 contra suor e respingos — o suficiente para quem só quer silenciar o metrô ou o escritório aberto sem gastar muito.
Já o JBL Tune Buds ocupa a ponta um pouco mais cara da lista, com preço sugerido de R$ 499, mas frequentemente encontrado por R$ 332 a R$ 341 em promoções no Mercado Livre e na Amazon. Ele soma Ambient Aware e TalkThru — recursos que deixam o som do ambiente passar sem tirar o fone do ouvido —, Bluetooth 5.3 e até 48 horas de uso total somando fone e estojo, com 10 horas de reprodução contínua já com o ANC ligado.
Vale o preço no Brasil?
A resposta, pela primeira vez nessa categoria, é sim sem ressalvas grandes. O ANC de fones como o QCY MeloBuds Pro não vai rivalizar com um AirPods Pro em isolamento absoluto, mas cumpre o recado no trânsito, no transporte público e no home office — e por menos de R$ 350. A escolha entre os modelos passa mais por prioridade pessoal do que por medo de levar um produto capenga: quem quer áudio mais refinado vai de QCY, quem quer o básico redondo fica com o Redmi Buds 6 Lite, e quem não abre mão de recursos de marca grande paga o adicional pelo JBL. O que já não faz mais sentido, em 2026, é pagar caro só para ter ANC.