
Fora da EWC, Fluxo W7M troca três peças no Rainbow Six e mira o Major do Japão
Organização ligada a Nobru e Cerol anunciou em 14 de agosto a saída do técnico Norris, de Dodez e de kondz. A resposta vem com trio ex-NIP e estreia na liga sul-americana em setembro.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
A conta chegou
Enquanto FaZe e FURIA decidiam a Esports World Cup, teve gigante brasileiro assistindo de casa — e isso tem preço. A Fluxo W7M, organização nascida da fusão entre o Fluxo, dos streamers Nobru e Cerol, e a W7M, anunciou no dia 14 de agosto uma reformulação pesada no elenco de Rainbow Six Siege: três mudanças de uma vez, depois de ficar fora dos dois grandes torneios internacionais da temporada, o Major de Salt Lake City e a própria EWC.
Saíram o técnico Gustavo "Norris" Junior e o jogador Denis "Dodez" Navas, ambos na casa desde março de 2024, além de Raul "kondz" Barros, que tinha chegado em março deste ano. Pra quem acompanha a cena, não é pouca coisa: é o desmonte de um núcleo que vinha de longa data e não entregou classificação.
Quem chega pra arrumar a casa
A resposta veio no mercado: Diogo "Fntzy" e Gabriel "HATEZ" desembarcam ao lado de Daniel "dan", que reforça a comissão técnica — todos vindos da Ninjas in Pyjamas, organização europeia que também disputa a liga sul-americana. O elenco titular fica com Júlio "Lobin" Campos, Luccas "Paluh" Molina, João "dotz" Miranda, HATEZ e Fntzy. Paluh, vale lembrar, foi um dos sete convocados para a Seleção Brasileira de R6 que disputa a Esports Nations Cup em novembro — ou seja, a base de talento existe; faltava engrenagem.
Prova de fogo em setembro
O novo time não terá tempo de laboratório. A estreia acontece na South America League 2026 Stage 2, que começa em 5 de setembro reunindo a elite da região — e valendo o que mais importa no calendário: vagas para o Major do Japão, marcado para novembro. Errar de novo significa fechar a temporada internacional em branco.
Aqui vai a leitura do torcedor, que é quem paga essa conta com paciência: reformular no meio do ano é admitir que o projeto anterior falhou, e admitir é o primeiro passo certo. Mas contratação de nome não garante entrosamento em três semanas. O que a torcida do Fluxo pode cobrar — com todo o direito — é clareza de projeto e evolução visível rodada a rodada. Num país que acabou de fazer final brasileira em mundial, ficar de fora da foto duas vezes seguidas não é opção.