G2 explica por que kl1m segue fora do time principal
Manager Petar Marković cita entraves de visto para jogadores russos e diz que promover o awper seria um passo atrás na carreira dele.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
Awper russo segue no banco por razão burocrática
A G2 Esports, uma das organizações mais tradicionais do CS competitivo mundial, colocou panos quentes na dúvida que rondava a torcida: por que Klimentii "kl1m" Krivosheev, ex-MIBR, está encostado no banco da equipe Academy desde junho em vez de subir para o time principal? Quem respondeu foi o general manager Petar Marković, em entrevista recente.
Segundo Marković, o entrave não é técnico — é logístico. Jogadores russos enfrentam dificuldades recorrentes para conseguir vistos de viagem, e a rotina de um time principal de CS2 de alto nível envolve deslocamentos frequentes entre campeonatos internacionais. A organização não quer correr o risco de precisar de um substituto de última hora caso o visto de kl1m não saia a tempo de algum torneio.
"Seria um passo atrás", diz manager
Além da questão do visto, Marković foi direto ao afirmar que jogar pela Academy hoje representaria um retrocesso para kl1m, que segundo ele já está acima do nível do circuito de formação internacional. A avaliação joga luz sobre um dilema comum no CS2: manter um jogador talentoso "estacionado" numa categoria abaixo da que ele já domina, só que sem abrir vaga no elenco principal.
O motivo para não abrir essa vaga também foi explicado: Junyme, atual awper titular da G2, vem entregando números consistentes na função, o que reduz a pressão interna por uma troca imediata.
O que fica para quem acompanha o mercado
Para a torcida que via em kl1m um reforço natural, a explicação da G2 esfria a expectativa de curto prazo — mas não fecha a porta. Times de ponta costumam manter jogadores "represados" na academy justamente para não perder o vínculo enquanto resolvem questões externas, como documentação. Vale ficar de olho se a situação do visto se resolve antes da próxima janela de transferências, porque a avaliação técnica, pelo visto, já não é mais o obstáculo.