
Elétricos da GAC Aion UT entram no top 50 do país em vendas
Hatch elétrico da GAC somou 1.064 emplacamentos em julho e estreou entre os 50 mais vendidos do Brasil, acelerando a disputa com a BYD no segmento de entrada dos elétricos.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
1.064 emplacamentos: o número que coloca a GAC no radar
Em julho, o GAC Aion UT emplacou 1.064 unidades no Brasil e entrou pela primeira vez entre os 50 carros mais vendidos do país, segundo levantamento do Canaltech. O salto é expressivo: em junho, primeiro mês completo de comercialização, o hatch elétrico havia registrado 659 unidades. Em pouco mais de um mês, o volume cresceu cerca de 60%.
O desempenho arrasta a GAC junto. A marca chinesa, que iniciou operações no Brasil em 2025, já soma mais de 10 mil veículos vendidos por aqui e opera com uma rede de cerca de 60 concessionárias. A empresa também já anunciou plano de iniciar produção local em 2027 — sinal de que a aposta no mercado brasileiro é para durar.
Foto: reprodução/mundodoautomovelparapcd.com.br
Quem a GAC mira — e por que ainda está longe
O Aion UT foi lançado para brigar diretamente com os modelos de entrada da BYD, mirando principalmente o Dolphin Mini. O hatch chega em duas versões: Premium, por R$ 139.990 (com bônus de R$ 4 mil), e Elite, por R$ 159.990. Ambas trazem motor de 204 cv, bateria de química LFP — 44,12 kWh (253 km de autonomia) na entrada e 60 kWh (310 km) na topo de linha — e carregamento rápido DC de até 87 kW.
Apesar do crescimento, a distância para a líder ainda é grande. Em julho, o próprio BYD Dolphin Mini emplacou 7.265 unidades e alcançou o 5º lugar no ranking geral de vendas — a melhor posição já ocupada por um elétrico no Brasil. A BYD, aliás, teve o melhor mês de sua história no país, com 23.465 veículos emplacados, alta de 142,4% ante julho do ano passado, e colocou três modelos elétricos entre os dez mais vendidos do país.
Quem ganha e quem perde nessa disputa
A leitura de mercado é clara: a BYD segue dominando o segmento de elétricos de entrada por larga margem, mas a GAC mostra que há espaço para um segundo player ganhar tração rápida com preço agressivo e rede em expansão. É um cenário distinto do vivido pela JAC, que engavetou seu próprio rival do Dolphin no Brasil alegando pressão comercial da BYD — episódio que reforça como a concorrência chinesa tem barrado ou acelerado planos conforme a capacidade de cada fabricante de sustentar preço e volume. Por ora, a GAC está no grupo dos que avançam, mesmo que ainda a uma distância considerável da líder.