
Galaxy Fit 4 vaza quase por completo e repete receita da Fit 3
Um vazamento revelou praticamente todas as funções do Galaxy Fit 4, mostrando poucas novidades reais em relação à Galaxy Fit 3, lançada em 2024.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O que vazou
Um conjunto de informações obtidas a partir do aplicativo da Samsung revelou quase todas as funções do Galaxy Fit 4 antes de qualquer anúncio oficial. E a lista de recursos é extensa: monitoramento de sono com identificação de fases e pontuação de qualidade, frequência cardíaca com detecção de zonas e alertas, monitoramento de estresse com aviso de elevação prolongada, medição de oxigênio no sangue, detecção de ronco, reconhecimento automático de exercícios, acompanhamento de ciclo menstrual, registro de consumo de água e alimentos, além de contagem de passos, duração de atividades e calorias.
O problema é que praticamente tudo isso já existia na Galaxy Fit 3, lançada em 2024. Na prática, a especificação virou cópia quase integral da geração anterior — o que é um sinal e tanto de como a Samsung está tratando essa pulseira: menos como vitrine tecnológica e mais como produto de entrada que precisa, acima de tudo, não quebrar o que já funciona.
Foto: reprodução/sammobile.com
As poucas mudanças reais
Se há evolução, ela está nos detalhes que o usuário sente no dia a dia, não na lista de marketing. A tela vazou com resolução de 258 x 428 pixels, ligeiramente mais alta que a da Fit 3, com navegação por gestos e cartões de informação customizáveis — interface que mantém a linguagem visual da geração anterior. Outro vazamento, via SamMobile, aponta uma tela OLED maior e retangular, com moldura em tom prateado e um botão físico no lado direito, além de suporte a Bluetooth 5.4 (ante o 5.3 da Fit 3) e sensor óptico de frequência cardíaca na traseira. A expectativa é de bateria para cerca de uma semana de uso, e o aparelho deve chegar em três cores: preto, verde e branco.
Nem GPS integrado nem NFC para pagamentos aparecem na lista — ou seja, quem quiser treino ao ar livre com rota registrada ou pagar por aproximação direto do pulso continua dependendo do smartphone pareado. A pulseira também mantém a função de localizar o celular, herdada da geração anterior.
Vale o preço no Brasil?
Ainda não há data de lançamento, preço ou confirmação oficial da Samsung, mas o aparelho já passou por certificações na FCC e no BIS, o que costuma antecipar um anúncio em poucos meses. O que preocupa é o padrão: quando quase toda a lista de recursos se repete de uma geração para a outra, normalmente sobra pouco espaço para justificar reajuste de preço. Se a Fit 4 chegar ao Brasil custando sensivelmente mais que a Fit 3 — que já resolve bem monitoramento de sono, batimentos e atividades físicas — o consumidor vai fazer a conta rápido e pode preferir economizar na versão anterior, hoje mais barata e, aparentemente, quase tão completa.