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Gadgets02 de set. de 2026, 17:14

Galaxy S27 pode voltar a ser lançado em janeiro, mas carregamento não muda

Registros de certificação na China indicam que a Samsung pode antecipar o lançamento da linha S27 para janeiro de 2027, resgatando um calendário antigo — mas a velocidade de carregamento dos modelos base segue estagnada.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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A Samsung pode estar voltando no tempo — pelo menos no calendário

Durante anos a Samsung tratou janeiro como o mês sagrado da linha Galaxy S. Foi assim até a chegada do Galaxy S25, apresentado em janeiro de 2025, e depois a quebra de padrão com o Galaxy S26, que só chegou às lojas em fevereiro/março de 2026 depois de certificação em janeiro do mesmo ano. Agora, documentos da certificação chinesa 3C mostram os modelos SM-S9520 e SM-S9560 — Galaxy S27 e S27+ — já registrados em setembro de 2026. Pelo histórico recente, isso é forte indício de lançamento em janeiro de 2027, resgatando a tradição que a marca sul-coreana abandonou na geração anterior.

Carregamento parado no tempo

Foto: reprodução/gsmarena.com

Aqui está o detalhe que interessa a quem vai efetivamente usar o aparelho no dia a dia: segundo os mesmos registros, o Galaxy S27 mantém 25W de carregamento com fio — a mesma velocidade que a Samsung usa há sete gerações seguidas — e o S27+ continua limitado a 45W. Ou seja, zero evolução nesse quesito frente à geração atual. Enquanto rivais chinesas como Xiaomi já embarcam carregamento de 90W, 100W ou mais em modelos com preço equivalente, a Samsung insiste numa velocidade que, na prática, significa quase uma hora para carga completa. É provável que a empresa tente compensar com otimizações de software e gestão de energia, mas isso não substitui velocidade bruta quando a bateria zera no meio do dia.

O que mais se sabe (e o que ainda é rumor)

Os vazamentos também apontam para uma linha com quatro modelos e um Galaxy S27 Ultra ambicioso, com bateria de 6.000 mAh, sistema de resfriamento líquido e até uma possível tela que se autorregenera de riscos e arranhões — recursos ainda não confirmados oficialmente e que merecem ceticismo até a Samsung anunciar algo formal.

Vale o preço no Brasil?

Se a Samsung realmente antecipar o lançamento para janeiro, o comprador brasileiro ganha o smartphone mais cedo — mas paga por isso o mesmo problema de sempre: carregamento lento num mercado onde tomada disponível nem sempre é constante e onde a concorrência chinesa oferece recarga completa em vinte minutos por preço parecido. A régua de decisão continua a mesma: quem já é fiel ao ecossistema Galaxy dificilmente vai deixar de comprar por causa de 25W, mas quem está escolhendo do zero tem argumento forte para olhar para o lado antes de fechar negócio.

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