
Fim da linha para a atualização de alguns modelos de Galaxy Watch
Levantamento baseado no ciclo de atualizações da Samsung indica que o Galaxy Watch 4 e o Watch 4 Classic, lançados em 2021, não vão receber a One UI 9.0 Watch, construída sobre o Wear OS 7. Todos os modelos a partir de 2022 devem ser contemplados.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O fim da linha para o Watch 4
Se você comprou um Galaxy Watch 4 ou um Watch 4 Classic lá em 2021, é hora de aceitar: esse relógio não vai rodar a One UI 9.0 Watch. Segundo levantamento baseado no padrão de atualizações da Samsung, os dois modelos — incluindo as edições especiais Golf e Thom Browne — já receberam as quatro grandes atualizações de sistema prometidas pela fabricante e encerraram o ciclo na One UI 8.0 Watch. Vale reforçar: a Samsung não confirmou oficialmente essa lista, mas o padrão histórico da empresa deixa pouca margem para surpresas.
O que muda na prática para quem ficou de fora
Foto: reprodução/sammobile.com
Na prática, isso significa que o Watch 4 para de receber recursos novos — animações, atalhos de IA, integrações — mesmo que o hardware ainda dê conta do recado no dia a dia. É a mesma lógica que já vimos em smartphones: o processador continua funcionando, mas o software para de evoluir junto. Compatibilidade não é sinônimo de vida útil, e é isso que separa quem vai continuar recebendo apenas patches de segurança de quem vai ganhar recursos como as novas live activities e o gesto "Raise to Talk", que ativa assistentes de IA como o Gemini só levantando o pulso.
Quem entra na atualização
Todos os relógios lançados a partir de 2022 — ou seja, da linha Galaxy Watch 5 em diante — estão na lista de elegíveis, com o rollout acontecendo de forma gradual ao longo do ano. Os primeiros a estrear oficialmente com a One UI 9.0 Watch de fábrica são o Galaxy Watch 9 e o Galaxy Watch Ultra 2, anunciados em julho de 2026. Uma novidade importante veio junto com esses dois: em vez dos quatro anos padrão de suporte, a Samsung passou a garantir cinco anos de atualizações de sistema para a nova geração — um gesto que mostra a empresa tentando alongar o ciclo de vida dos relógios, meio que reconhecendo que um smartwatch de baixa depreciação também precisa de suporte mais longo.
Vale reter o relógio antigo?
Aqui entra a pergunta que interessa a quem está no Brasil pensando em upgrade: vale a pena segurar o Watch 4 mais um tempo ou já migrar para um modelo elegível? Com o dólar pesando no preço de qualquer smartwatch importado e a linha Watch 4 ainda cumprindo bem funções básicas de monitoramento e notificações, dá para esperar mais um pouco — mas quem depende de recursos de IA mais recentes já sente a diferença. Fica o alerta: bateria de smartwatch também degrada com o tempo, então o fim das atualizações costuma coincidir com a hora de repensar o investimento.