
Galaxy Watch 9 mudou pouco, mas acertou onde eu menos esperava
Com Snapdragon Wear Elite, tela de 3.000 nits e bateria 20% maior, o Galaxy Watch 9 chega ao Brasil por R$ 2.999 sem revolucionar o design, mas surpreende pelo conforto no sono e fluidez do sistema.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Um upgrade que não parece upgrade — até você usar
Samsung lançou o Galaxy Watch 9 no Brasil em agosto, e à primeira vista dá para bocejar: mesmo design de sempre, caixa de alumínio quadrada com tela circular, tamanhos 40mm e 44mm mantidos. Só que a experiência de uso conta outra história. Depois de testar o relógio, ficou claro que a Samsung trocou o motor por baixo do capô e resolveu um problema que ninguém colocava como prioridade: o conforto para dormir com o relógio no pulso.
O que mudou de verdade
Foto: reprodução/canaltech.com.br
A maior mudança é o processador: a Samsung abandonou o Exynos W1000, usado no Watch 8, e adotou o Snapdragon Wear Elite, fabricado em 3nm. Na prática, o sistema — agora rodando Wear OS 7 com a One UI 9 Watch — ficou extremamente fluido, sem engasgos perceptíveis ao trocar de app ou responder notificações. O Bluetooth também subiu de versão, de 5.3 para 6.0, e o GPS ganhou dupla frequência (L1+L5), o que ajudou a manter o traçado de uma caminhada de 770 metros bem próximo do percurso real.
A bateria cresceu 20%: no modelo 40mm, saltou de 325 mAh (Watch 8) para 390 mAh; no 44mm, foi de 435 mAh para 445 mAh. Isso não significa dias de autonomia — com a tela sempre ligada ativa, 19 horas de uso consumiram 80% da carga, incluindo monitoramento de sono, notificações e GPS. Sem AOD, dá para chegar a 40 horas. É melhor, mas ainda está longe de resolver o calcanhar de aquiles da linha.
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Onde ele realmente acerta: o sono
O ponto que mais surpreendeu não estava na lista de specs chamativas. O Galaxy Watch 9 é visivelmente mais confortável para dormir — leve o suficiente para quase não incomodar durante a noite — e o monitoramento de sono se consolidou como um dos pontos fortes, distinguindo bem sono leve, profundo e REM, além de detectar apneia e roncos de forma consistente nos testes. A tela Super AMOLED, com até 3.000 nits e proteção de cristal de safira, também impressiona: fica legível sob sol forte e se ajusta bem no escuro.
Vale o preço no Brasil?
Aqui mora o problema. A Samsung lançou o Watch 9 a R$ 2.999 (40mm Bluetooth) e R$ 3.199 (44mm Bluetooth), com as versões LTE chegando a R$ 3.499 — só que, um mês depois do lançamento, os preços já haviam recuado para a faixa de R$ 2.200 a R$ 2.400. Para quem tem um Android e quer entrar no ecossistema Galaxy, ou para quem valoriza dormir com um smartwatch confortável, o Watch 9 entrega. Mas se você já usa um Watch 8, a conta não fecha: os recursos centrais de saúde permanecem praticamente os mesmos, e a diferença de desempenho no dia a dia não justifica trocar de geração agora. Nesse caso, o conselho é direto — economize e fique com o que já tem.