
Galaxy Z Fold 8 encara teste de tortura e sai (quase) inteiro
O canal JerryRigEverything submeteu o Galaxy Z Fold 8 a riscos, fogo e dobras forçadas, e o celular de mais de R$ 11.300 sobreviveu à maior parte dos testes.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
A ficha técnica sai do papel
Especificação em papel é uma coisa, apanhar do Zack Nelson (o cara do canal JerryRigEverything) é outra completamente diferente. O Galaxy Z Fold 8, que sai por mais de R$ 11.300 no Brasil, passou pela bateria clássica de testes do canal: risco com lâminas em escala de dureza, exposição direta ao fogo e a famosa tentativa de dobrar o aparelho no sentido contrário ao da dobradiça. E olha, pra um dobrável, ele se saiu bem.
A tela externa, protegida por Gorilla Glass, resistiu sem marcas até o nível 5 da escala Mohs, começou a riscar de leve no nível 6 e só ganhou marcas profundas no nível 7 — isso é linha de frente de smartphone premium, sem segredo. Só que a tela interna, que é de plástico (como em praticamente todo dobrável do mercado), já mostrou risco no nível 2, ou seja, uma unha mais grossa ou a chave do carro no bolso já preocupa.
Foto: reprodução/gsmarena.com
O que evoluiu da geração anterior
O ponto forte da vez é a estrutura em titânio na tela flexível, que ajudou o aparelho a passar bem pelo bend test — tanto aberto quanto fechado, sem apresentar dano na tela nem nas linhas da antena, que é onde os dobráveis costumam mostrar fragilidade. É o tipo de resultado que mostra o quanto a engenharia de dobráveis avançou: aparelhos de gerações passadas costumavam falhar ou mostrar folga visível nessa etapa, e aqui o Fold 8 aguentou o tranco.
O leitor de impressões digitais, integrado ao botão lateral, seguiu funcionando perfeitamente mesmo depois de todo o estresse do teste — e o canal classificou como um dos sensores mais rápidos e precisos que já passaram pela bancada. O sistema de câmeras, com os anéis metálicos ao redor das lentes, também não decepcionou na parte de resistência a arranhões externos.
Vale o preço no Brasil?
Aqui é onde a conta fica mais complicada. Um dobrável que resiste bem a fogo, risco e dobra errada é ótimo pra quem já decidiu que quer um Fold — mas o ponto fraco de sempre continua lá: a tela interna de plástico, que risca fácil e é o componente mais caro de trocar se quebrar. Passar no teste de tortura não é a mesma coisa que ser indestrutível no dia a dia, com chave, moeda e areia de praia dividindo bolso com o aparelho. Com mais de R$ 11.300 no bolso, a pergunta que fica é se a durabilidade testada por Zack Nelson compensa o investimento gigante — ou se dá pra ter uma experiência parecida gastando menos em um celular convencional bem mais barato.