
Galaxy Z Fold 8 Ultra: o dobrável perfeito que ficou caro demais para arriscar
A Samsung refinou dobradiça, tela e câmera do seu dobrável mais caro sem reinventar o design. A pergunta que sobra é se o salto justifica os R$ 14.599 cobrados no Brasil.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
A Samsung não mexeu no que já funcionava
Depois de anos prometendo eliminar o vinco da tela dos dobráveis, a Samsung parece ter finalmente acertado a mão. O Galaxy Z Fold 8 Ultra chega com uma camada Flex Titanium — uma liga com menos de 30% da espessura de um fio de cabelo, 20% mais rígida que o polímero anterior — que reduz o crease a ponto de ele só aparecer sob luz direta e em ângulo específico. Reviews do lançamento resumem bem o resultado: "o crease quase desaparece". A dobradiça também abre com mais firmeza do que a do Z Fold 7, sinal de que o ajuste não é só cosmético.
Specs que viram uso do dia a dia
Na prática, os 8 polegadas da tela interna (2256 x 2504 pixels, 120Hz) com proporção mais quadrada finalmente tornam a multitarefa "realmente utilizável", segundo quem testou o aparelho no lançamento — até quatro apps simultâneos sem sensação de espremer conteúdo. O Snapdragon 8 Elite Gen 5 dá conta do recado sem esforço aparente, e a bateria de 5.000 mAh de silicon-carbon — a maior já usada num Z Fold — permite, pela primeira vez, confiar que o aparelho dura o dia inteiro, com carga de 45W levando a 50% em cerca de 20 a 25 minutos.
A câmera principal de 200MP finalmente iguala a linha S Ultra da Samsung, fechando uma lacuna histórica dos dobráveis. A ultrawide de 50MP é nova e ajuda, mas a teleobjetiva de 10MP com zoom óptico 3x segue como o elo fraco: em zoom, as fotos ficam granuladas. Vale lembrar que o aparelho não tem S Pen — quem depende da caneta segue sem opção nesta linha.
Vale o preço no Brasil?
Aqui mora o problema. Nos EUA, o Ultra sai por US$ 2.099,99 na versão de 256GB — US$ 100 a mais que o Z Fold 7 do ano passado, um aumento que reviews do lançamento chamam de "difícil de engolir". No Brasil, a Samsung anunciou lançamento oficial em 6 de agosto, com pré-venda já aberta: o Z Fold 8 Ultra parte de R$ 14.599 (256GB/12GB), R$ 16.199 (512GB) e chega a R$ 19.399 na versão de 1TB com 16GB de RAM.
O design em si não é revolucionário — é a mesma fórmula de dobrável há sete gerações, sem a sensação futurista que se esperaria em 2026. Mas a soma dos refinamentos (dobradiça, tela quase sem vinco, câmera, autonomia) faz dele o Z Fold mais completo já lançado pela Samsung. Para quem já usa um Z Fold 7 ou o Z Fold 8 comum, a pergunta não é se o Ultra é melhor — é, sim. A pergunta é se vale pagar a mais por um upgrade incremental, e essa conta só fecha para quem realmente vive de multitarefa na tela dobrável.