
Game Pass à la carte: Xbox estuda deixar jogador montar a própria assinatura
Segundo informações da Fortune, a Microsoft avalia transformar o Game Pass em um modelo self service, com add-ons separados para console, cloud gaming e multiplayer. Nada foi confirmado oficialmente.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
Pagar só pelo que você usa (ou será que não?)
Corre por aí — e com fontes de peso — que o Xbox Game Pass pode estar prestes a virar outra coisa. Segundo reportagem da revista Fortune, baseada em pessoas familiarizadas com a estratégia da empresa, a Microsoft estuda transformar a assinatura em um modelo self service: em vez do pacote fechado que você conhece, o jogador escolheria add-ons separados — um para jogos de console, outro para cloud gaming, outro para multiplayer — e pagaria só pelo que realmente usa.
Na teoria, é a promessa de sempre: ninguém paga por recurso que não usa. Quem só joga instalado localmente, sem nunca abrir o app de nuvem, não precisaria rachar a conta com quem vive de cloud gaming. Faz sentido, inclusive porque dá pra fechar esse texto sem citar aquele episódio chato de remover o Call of Duty de dia um do catálogo — mudança que a própria CEO do Xbox, Asha Sharma, já promoveu recentemente.
O detalhe que ninguém quer admitir
Aqui entra a parte que interessa pro seu bolso: tanto a reportagem original quanto o Canaltech, que repercutiu o caso no Brasil, fazem a mesma ressalva — separar os add-ons individualmente tende a custar mais caro, somados, do que o pacote completo custa hoje. Ou seja, flexibilidade pode ser só um jeito bonito de empacotar um reajuste disfarçado. Já vimos esse filme com outros serviços de streaming: primeiro vem o discurso de personalização, depois a fatura some do controle.
E o pior: segundo a própria Fortune, nem a Asha Sharma nem o time dela confirmaram oficialmente o plano, muito menos quando ele sairia do papel. É tudo baseado em fontes internas, sem prazo, sem número de preço, sem estrutura de tiers definida publicamente. Ou seja, dá pra comunidade especular à vontade, mas ainda não dá pra cravar nada.
O que a comunidade já está dizendo
Quem acompanha o noticiário gringo — e matérias como as do GameSpot, Kotaku e Digital Trends já repercutiram o mesmo furo da Fortune — já está tratando isso como o próximo capítulo de uma novela que o Xbox vem escrevendo desde que cortou o day one de Call of Duty do catálogo padrão. O risco de qualquer modelo à la carte é conhecido: ele tende a parecer mais barato na vitrine e mais caro no extrato do cartão, principalmente para quem usa dois ou três desses recursos ao mesmo tempo.
Meu conselho enquanto isso não sai do papel: guarda esse texto pra comparar quando (e se) o anúncio oficial vier. Se o pacote básico ficar mais barato mas cada add-on custar extra o suficiente pra empatar ou superar o preço do plano Ultimate atual, não é flexibilidade — é reposicionamento de preço com nome bonito.