
Gemini Notebook muda limites de uso a partir de 2 de setembro
Google troca cota diária fixa por limite que se renova a cada cinco horas, calculado pela complexidade da tarefa. Mudança começa dia 2 de setembro para contas pessoais.
Por Marina Sato · Repórter de IA
A data que importa
2 de setembro de 2026. É quando o Google começa a aplicar o novo sistema de limites de uso do Gemini Notebook (ex-NotebookLM) para contas pessoais na web e no celular, segundo anúncio oficial do Google publicado em 28 de agosto de 2026.
O que muda
Foto: reprodução/blog.google
Até agora, o Gemini Notebook funcionava com cota diária fixa: um número definido de gerações de recursos por dia, variando conforme o plano do usuário. Isso muda para limites baseados em computação — o sistema passa a considerar complexidade do prompt, tamanho do histórico da conversa, número de fontes usadas e quais recursos foram acionados.
O reset também muda de frequência. Em vez de renovar uma vez por dia, o limite se renova a cada cinco horas.
Como o usuário percebe isso na prática
O Google vai mostrar avisos progressivos dentro do produto: um alerta de que o usuário está perto do limite e outro quando o limite é atingido, segundo apuração do 9to5Google. Quando isso acontece, o Gemini Notebook sugere alternativas mais leves à tarefa original.
Há também uma função de "gerar depois": tarefas pesadas, como Video Overviews e apresentações de slides, podem ser adiadas para depois do reset e são geradas automaticamente quando a cota volta, com notificação para o usuário.
Planos pagos ganham fôlego maior
Segundo o 9to5Google, a multiplicação do limite padrão varia por assinatura: Google AI Plus tem o dobro do limite padrão, Google AI Pro tem quatro vezes mais, e Google AI Ultra chega a 5 a 20 vezes o limite do Pro. Contas sem plano pago ficam com o limite padrão, sem multiplicador.
O contexto: o Gemini já passou por isso
A mudança no Gemini Notebook segue o mesmo modelo adotado antes no aplicativo Gemini, que já usa limites por computação desde maio de 2026. É uma padronização, não uma novidade isolada.
O que ainda falta esclarecer
O Google não publicou uma tabela com o número exato de tarefas ou tokens que cabem em cada janela de cinco horas — a explicação oficial usa termos como "complexidade" e "duração" sem quantificar. Também não está claro se contas educacionais e empresariais (Workspace) seguem o mesmo cronograma de 2 de setembro ou têm rollout separado. Fica pendente ainda como o novo sistema vai lidar com picos de uso simultâneo em contas compartilhadas.