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IA28 de ago. de 2026, 23:27

Gemini Notebook muda limites de uso a partir de 2 de setembro

Google troca cota diária fixa por limite que se renova a cada cinco horas, calculado pela complexidade da tarefa. Mudança começa dia 2 de setembro para contas pessoais.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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A data que importa

2 de setembro de 2026. É quando o Google começa a aplicar o novo sistema de limites de uso do Gemini Notebook (ex-NotebookLM) para contas pessoais na web e no celular, segundo anúncio oficial do Google publicado em 28 de agosto de 2026.

O que muda

Foto: reprodução/blog.google

Até agora, o Gemini Notebook funcionava com cota diária fixa: um número definido de gerações de recursos por dia, variando conforme o plano do usuário. Isso muda para limites baseados em computação — o sistema passa a considerar complexidade do prompt, tamanho do histórico da conversa, número de fontes usadas e quais recursos foram acionados.

O reset também muda de frequência. Em vez de renovar uma vez por dia, o limite se renova a cada cinco horas.

Como o usuário percebe isso na prática

O Google vai mostrar avisos progressivos dentro do produto: um alerta de que o usuário está perto do limite e outro quando o limite é atingido, segundo apuração do 9to5Google. Quando isso acontece, o Gemini Notebook sugere alternativas mais leves à tarefa original.

Há também uma função de "gerar depois": tarefas pesadas, como Video Overviews e apresentações de slides, podem ser adiadas para depois do reset e são geradas automaticamente quando a cota volta, com notificação para o usuário.

Planos pagos ganham fôlego maior

Segundo o 9to5Google, a multiplicação do limite padrão varia por assinatura: Google AI Plus tem o dobro do limite padrão, Google AI Pro tem quatro vezes mais, e Google AI Ultra chega a 5 a 20 vezes o limite do Pro. Contas sem plano pago ficam com o limite padrão, sem multiplicador.

O contexto: o Gemini já passou por isso

A mudança no Gemini Notebook segue o mesmo modelo adotado antes no aplicativo Gemini, que já usa limites por computação desde maio de 2026. É uma padronização, não uma novidade isolada.

O que ainda falta esclarecer

O Google não publicou uma tabela com o número exato de tarefas ou tokens que cabem em cada janela de cinco horas — a explicação oficial usa termos como "complexidade" e "duração" sem quantificar. Também não está claro se contas educacionais e empresariais (Workspace) seguem o mesmo cronograma de 2 de setembro ou têm rollout separado. Fica pendente ainda como o novo sistema vai lidar com picos de uso simultâneo em contas compartilhadas.

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