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IA16 de ago. de 2026, 22:48

Gemini Spark: como usar o agente de IA do Google que roda 24h

Google liberou o Gemini Spark no Brasil em 31 de julho, exigindo assinatura paga. O agente executa tarefas sozinho, mesmo com o app fechado.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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Um agente, não um chatbot

O Google lançou o Gemini Spark no Brasil em 31 de julho de 2026. É um agente de IA que executa tarefas sozinho, em segundo plano, mesmo com o celular ou o computador fechado. A diferença para o Gemini comum: você não precisa ficar comandando. Dá o objetivo e ele trabalha.

O Spark foi anunciado globalmente em maio, no Google I/O, em Mountain View. Chegou primeiro para assinantes do plano AI Ultra. Só depois passou a valer para o AI Pro, tier de US$ 20 por mês nos EUA. No Brasil, a chegada em julho seguiu o mesmo modelo: só para quem paga.

Foto: reprodução/canaltech.com.br

Como ativar

Para usar o Spark é preciso ter assinatura Google AI Pro ou AI Ultra. Não funciona em conta corporativa ou educacional do Workspace. A ativação é feita trocando o modo padrão do Gemini para Spark, num seletor dentro do próprio app ou site. Também é preciso ter a opção "Manter atividade" ligada na conta Google — sem isso, o agente não roda em segundo plano.

Está disponível no site do Gemini, nos apps para Android e iPhone, e também aparece em versão para macOS.

Foto: reprodução/poder360.com.br

O que ele faz

O agente se conecta a Gmail, Drive, Calendar e outros apps do Google. Os exemplos citados pela empresa incluem organizar a caixa de entrada, resumir newsletters, montar relatórios periódicos, buscar informações na web e cuidar de tarefas recorrentes. O Google diz que o Spark pede confirmação antes de ações sensíveis, como enviar um e-mail ou fazer uma compra.

A base técnica é um modelo da família Gemini 3 voltado para respostas rápidas — reportagens do lançamento citam variações de nome entre 3.5 e 3.6 Flash, sinal de que a nomenclatura ainda está sendo ajustada pelo próprio Google conforme o produto evolui.

O que falta esclarecer

Não há confirmação oficial e uniforme sobre qual versão exata do modelo roda o Spark no Brasil — fontes divergem entre Gemini 3.5 e 3.6 Flash. Também não está claro se o recurso vai ficar restrito a assinantes pagos por tempo indeterminado ou se o Google pretende abrir para contas gratuitas, como fez com outros recursos do Gemini no passado. Por fim, o Google ainda não detalhou limites de uso diário nem como trata erros do agente quando ele age sem supervisão direta.

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