
Gol lança check-in pelo ChatGPT a partir de 19 de outubro
A Gol passa a permitir consultar viagens, escolher assento e gerar cartão de embarque direto no ChatGPT, sem abrir app ou site da companhia. O recurso vale para toda a base de clientes a partir de 19 de outubro, inclusive na versão gratuita do assistente.
Por Marina Sato · Repórter de IA
Check-in sem sair do chat
A partir de 19 de outubro, a Gol libera para todos os clientes o check-in feito inteiramente dentro do ChatGPT, o assistente de inteligência artificial da OpenAI. A empresa diz ser a primeira companhia aérea da América Latina a oferecer esse tipo de integração, que já está em fase de testes restritos desde o anúncio, feito na quinta-feira (8).
Como funciona
Foto: reprodução/olhardigital.com.br
O passageiro abre o ChatGPT — pelo aplicativo ou navegador —, digita @gol na conversa e pede para ver suas viagens. A partir daí, consegue:
- consultar reservas e voos agendados;
- escolher ou alterar assento;
- confirmar presença no voo;
- gerar o cartão de embarque digital com código QR, que pode ser salvo na carteira do celular.
Para autenticar a conta, o sistema abre uma página separada, dentro do ambiente oficial da Gol, e não dentro do próprio ChatGPT. Segundo a companhia, isso evita que login e senha sejam compartilhados com a OpenAI.
Requisitos e custo
Basta ter conta ativa na Gol e acesso ao ChatGPT — a função funciona até na versão gratuita do assistente, sem cobrança adicional. Não é necessário instalar plugin ou aplicativo extra.
O que a empresa alega
A Gol afirma seguir seus próprios protocolos de segurança e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) na integração. A confirmação de que a autenticação ocorre fora do ChatGPT, em ambiente criptografado da companhia, é a principal garantia apresentada até agora.
O que ainda falta esclarecer
A Gol não detalhou publicamente qual tecnologia da OpenAI sustenta a integração — se é baseada em plugins, Apps SDK ou outro mecanismo de terceiros dentro do ChatGPT. Também não há, até a publicação desta matéria, auditoria independente sobre o fluxo de autenticação nem dados sobre quantos usuários participaram da fase de testes restrita. Falta ainda informar o que ocorre em caso de falha de check-in pelo assistente — se o passageiro tem suporte garantido pelos canais tradicionais da companhia.